Saul Loeb / AFP
Saul Loeb / AFP

O ‘fogo amigo’ republicano nas eleições legislativas

Irmãos Charles e David Koch, cuja fortuna soma quase US$ 110 bilhões,não engolem a guerra comercial do presidente americano

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2018 | 05h00

Donald Trump ganhou um adversário velado e poderoso nas eleições legislativas de novembro: a coalizão comandada pelo bilionário Charles Koch – aquele que, na campanha de 2016, comparou a escolha entre Trump e Hillary Clinton à opção entre “câncer ou ataque cardíaco”.

Os irmãos Charles e David Koch, cuja fortuna soma quase US$ 110 bilhões, passaram a financiar republicanos de orientação libertária logo depois que George W. Bush impôs tarifas ao aço em 2003 – e não engolem a guerra comercial de Trump. Num vídeo publicado dias atrás, Charles fez uma crítica veemente ao protecionismo. Trump reagiu irado: “Não preciso nem do dinheiro nem das ideias ruins deles”.

Entre aqueles que prestaram lealdade aos princípios Koch – coquetel que mistura cortes de impostos, livre-comércio, incentivos à imigração, ceticismo climático e juízes conservadores na Suprema Corte –, estão os secretários de Estado, Mike Pompeo, da Educação, Betsy DeVos, o senador Ted Cruz e, em especial, o vice Mike Pence.

A coalizão Koch afirma que gastará US$ 400 milhões para manter a maioria republicana na Câmara e no Senado. Mas não qualquer maioria. Em Dakota do Norte e Indiana, opõe-se às escolhas de Trump. 

Se um eventual Congresso democrata obtiver sucesso no impeachment, a presidência cairia nas mãos de Pence, pupilo dileto dos Kochs.

A esperança democrata é um memorando

A esperança dos democratas que defendem o impeachment de Trump é um memorando assinado pelo advogado-geral Don McGahn em 15 de fevereiro de 2017, atestando que informará o presidente das investigações do FBI antes de um encontro dele com o ex-chefe do FBI James Comey. O documento, cujo conteúdo foi confirmado em depoimento pelo ex-chefe da Casa Civil Reince Priebus e por outras testemunhas, é visto como prova de que Trump tentou obstruir a Justiça ao pressionar Comey a abandonar o caso.

 

Nêmese de Trump deixa o Twitter de lado

O título do último livro do guru digital Jaron Lanier é autoexplicativo: Dez argumentos para apagar suas contas em redes sociais imediatamente. A repórter do New York Times Maggie Haberman, nêmese e alvo incansável de Trump no Twitter, não seguiu a sugestão ao pé da letra. Mas, após nove anos e 187 mil tuítes, escreveu que “a depravação, a ira partidária tóxica e a desonestidade intelectual” a levaram a desistir de interagir com a audiência na plataforma.

Jobs, Bono e o budista brasileiro

O monge budista Antonio Carlos Silva, conhecido como Segyu Rinpoche, estava ao lado de Steve Jobs em seus últimos dias de vida, conta Lisa Brennan-Jobs, filha do fundador da Apple, em [ITALIC]Small fry[/ITALIC] (algo como “café pequeno”), livro com memórias do pai a sair em setembro. Três meses antes de Jobs morrer, ela diz que andava descalça pela casa dele furtando pequenos objetos. Jamais entendeu por que, só ao ser confrontado pelo roqueiro Bono, Jobs admitiu ter batizado em homenagem a ela o Lisa, precursor do Macintosh.

 

O gosto da cerveja polonesa

Depois de arrecadar 1% da meta de € 150 mil numa iniciativa de crowdfunding dois anos atrás, a cervejaria artesanal polonesa The Order of Yoni voltou a investir no marketing do que proclama ser a primeira “cerveja vaginal”. Entre os ingredientes, diz o fabricante, estão bactérias isoladas do ácido láctico da vagina de duas modelos.

 

O homem que tirou Tracy e Hepburn do armário

O documentário Scotty and the secret history of Hollywood, de Matt Tyrnauer, narra a trajetória de Scotty Bowers, de 95 anos, o ex-garoto de programa que se tornou empresário dos prazeres de gays enrustidos em Hollywood, como Cary Grant, Rock Hudson e até duque e duquesa de Windsor. Em 2006, Bowers revelou à Vanity Fair que Katherine Hepburn e Spencer Tracy formavam um casal de fachada para esconder a homossexualidade de ambos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.