'O Brasil não é a Venezuela', diz Aécio sobre 3º mandato

Para o governador de Minas, o Brasil tem 'instituições sólidas, diferentemente do país de Hugo Chávez

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

31 de outubro de 2007 | 13h44

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta quarta-feira, 31,  que não acredita na possibilidade de uma mudança constitucional que permita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar um terceiro mandato. "O Brasil não é a Venezuela. Acho que temos instituições muito sólidas", afirmou Aécio em entrevista à Rádio Bandeirantes, de Zurique, na Suíça, onde participou da solenidade oficial de anúncio do País como sede da Copa do Mundo de 2014.      Veja Também:   Lula descarta 3o mandato e diz que prioridade é crescimento   'Discussão sobre 3º mandato não tem cabimento', diz Tarso   Aécio ironiza proposta de 3º mandato para Lula em 2010  Segundo o governador mineiro, o próprio Lula não deve ter interesse num terceiro mandato. "Faço até justiça ao presidente. Pode até ser que em seu entorno alguns áulicos ainda alimentem esse sonho. Mas não é bom para o Brasil, não é bom para o presidente Lula e não acredito que ele pessoalmente tenha esse interesse".Aécio observou que considera "até legítimo" que o presidente volte a se candidatar no futuro, pois "terá, provavelmente, idade para isso". "Mas mudar a Constituição nesse instante é um desserviço à democracia e o Brasil não aceitaria isso de forma alguma", salientou.De acordo com o governador, a eleição presidencial de 2010 será a primeira direta nos últimos 40 anos "sem o Lula na chapa". "A última eleição presidencial que nós tivemos foi com Jânio (Quadros), obviamente, antes da revolução, antes do golpe de estado, e depois todas as outras eleições nós tivemos Lula na cédula. Isso por si só já é um fator que mudará e muito a própria percepção das pessoas em relação à disputa".Questionado sobre uma nova "política do café com leite" e se estaria na hora de Minas Gerais voltar ao poder - numa referência à sua eventual candidatura -, o tucano foi ponderado e disse que São Paulo e Minas "sempre terão um papel muito importante na vida do País".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.