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‘O afastamento vai se dar por renúncia ou via Conselho de Ética’

Antonio Imbassahy (PSDB-BA), líder do partido na Câmara

O Estado de S.Paulo

07 de março de 2016 | 03h00

Há mobilização suficiente na Câmara para conseguir o afastamento ou a renúncia de Eduardo Cunha, considerando que o STF aceitou, por unanimidade, a denúncia contra ele?

O afastamento de Cunha vai se dar por meio da renúncia, que ele afirma que não fará, ou do processo do Conselho de Ética, que não pode sofrer mais nenhum tipo de retardo, de manobras que caracterizem postergar o processo.

Outros deputados também são réus em processos no Supremo, mas desempenham suas atividades parlamentares normalmente. Por que a situação de Cunha seria diferente?

A questão do deputado Eduardo Cunha é que ele exerce a função de presidente da Câmara e se coloca na linha sucessória da Presidência da República numa situação de impedimento da presidente. São dois fatores significativos. Só a questão de ele representar o Poder Legislativo seria suficiente para, na condição de réu, se afastar.

O PSDB demorou para “desembarcar” de Cunha?

Durante 2015, o PSDB esteve muito atento ao impeachment da presidente. Mas vieram as revelações de que o presidente Eduardo Cunha tinha contas não declaradas no exterior. Naquele momento, o PSDB se afastou, não negligenciou com a ética. Desembarcou exatamente quando apareceram as contas, e Cunha não teve condições de explicá-las.

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