'Nunca vi uma violência tão grande', diz tenente-coronel dos bombeiros

Roberto Lago disse que foram encontrados restos de corpos a 130m do ponto zero do acidente; buscam devem se encerrar ao meio-dia

Bruno Ribeiro e Wladimir D'andrade, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 10h22

SANTOS - O tenente-coronel do 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Roberto Lago, que assumiu a função de porta-voz da corporação, disse foram achados restos de corpos a 130 metros do ponto zero do acidente com o avião que transportava Eduardo Campos (PSB) e outras seis pessoas. "Nunca vi uma violência tão grande", afirmou. A aeronave atingiu seis imóveis ao cair. 

O Corpo de Bombeiros informou que pretende encerrar por completo ao meio-dia desta quinta-feira, 14, as buscas pelos restos mortais das sete vítimas. De acordo com Lago, os agentes realizam no momento a última varredura da área onde caiu o Cessna 560XL, prefixo PR-AFA. As autoridades acreditam que já tenham sido recolhidos todos os vestígios.

A primeira varredura havia ocorrido à 1h da manhã e à segunda, às 6h. As partes da aeronave que interessavam aos peritos já foram retiradas, disse o tenente-coronel. O gravador de voz da cabine do avião e duas turbinas serão levados para um laboratório de análises em Brasília. O que foi encontrado do motor seguirá para a uma oficina em São Paulo. 

Lago disse que no ponto zero do acidente, onde o jato tocou o chão, o trabalho acabou. Durante a madrugada, as equipes, com a utilização de retroescavadeira, encontraram a última parte do avião que faltava, a cabine. Nela, os bombeiros acharam mais restos mortais, provavelmente dos pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins.

O tenente-coronel afirmou que ficou surpreso com a violência do acidente. Ele disse que participou das buscas realizadas nos acidentes com aviões da TAM em 1996 e 2007 e foi impossível não comparar as três situações. "Num primeiro momento, no acidente da TAM em Congonhas dava para identificar corpos de homens e mulheres. Neste os corpos sumiram", disse, em relação à situação das vítimas encontradas em Santos. 

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