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‘Nunca conversei com meus doadores’, diz Paes

Candidato à reeleição no Rio de Janeiro, Eduardo Paes afirma não participar da ‘burocracia da campanha’

Entrevista com

Alfredo Junqueira, de O Estado de S.Paulo - ampliada às 11h59

24 de setembro de 2012 | 03h05

Favorito para vencer a eleição no Rio de Janeiro já no primeiro turno, o atual prefeito Eduardo Paes fala sobre a estrutura da sua campanha e sobre a relação com os doadores.

Cerca de 78% dos recursos de sua campanha vêm de doações ocultas. Por que seus financiadores não querem aparecer?

Isso tem que ser perguntado para o Pedro Paulo (deputado federal, ex-secretário da Casa Civil e coordenador de campanha). Eu dividi muito. A burocracia da campanha eu não olho. Confesso que não faço a menor ideia. Não conversei com um doador e não pedi ajuda para ninguém.

O senhor já foi afilhado político do Cesar Maia e do Sérgio Cabral. A reeleição pode representar para o senhor autonomia e luz própria?

Nesse meio tempo, ainda fui chamado de afilhado do José Serra. Isso tudo me permite concluir que eu não tenho padrinho. Nunca tive. Se tem uma coisa que eu não tenho problema na vida é de baixa auto estima. Tive na minha vida política boas parcerias. Onde estive na vida pública sempre me destaquei.

Depois do caso Delta-Cachoeira, Cabral é um reforço ou um peso para o senhor?

O Cabral é sempre um reforço. O governador que fez a transformação que ele fez no Rio é sempre um reforço. Tem um problema que aconteceu ali e que ele reconheceu o erro. O problema na política é quando não reconhece. Não podia estar convivendo com um sujeito que é empresário, que presta serviço para o estado. Tenho muita tranquilidade de estar com o Cabral.

O senhor cometeria o mesmo erro do governador?

Eu sou atento para essa história. Muito mesmo.

Seu principal adversário o acusa de ser leniente com a milícia. O prefeito pode fazer mais contra esses grupos paramilitares?

Não acho que poderia ter feito mais. Acho que o candidato é muito leviano quando faz esse tipo de afirmação. Essa situação de ter visto um candidato citado na CPI das Milícias filiado ao PSOL mostra bem o que é isso. Claro que não acho que o Freixo tem ligação com a milícia. A verdade é que ninguém é dono da verdade. Na política, a gente convive com o diferente.

O mensalão surge na tentativa de se formar uma base extensa no primeiro mandato do presidente Lula. O senhor foi relator da CPI dos Correios e agora montou uma aliança de 20 partidos, com interesses diversos...

Em 2008, tive o apoio de 17 partidos.

No segundo turno.

Exato. Vale essa insinuação se eu não tivesse exercido o meu mandato de prefeito com 17 partidos na minha base de apoio, com a governabilidade que eu tive e sem fazer toma lá dá cá. Essa é uma grande qualidade do meu governo. Essa cidade é muito diversa, tem várias agendas, é muito ampla, com contrates. É uma cidade partida. Meu grande talento, como político, foi ter do meu lado pessoas diferentes e tirar delas o que era positivo para a cidade.

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