''Número é elevadíssimo. Virou um grande cabide''

Pio Penna Filho: professor da USP

, O Estadao de S.Paulo

10 de janeiro de 2009 | 00h00

Os adidos no exterior são muitos e mal distribuídos, avalia o professor do Instituto de Relações Internacionais da USP Pio Penna Filho. Existem 63 adidos militares em 32 países. É muito ou pouco?É elevadíssimo. Virou um grande cabide. Do ponto de vista militar não temos projeção que justifique a presença em tantos países. Para que adidos militares em Portugal, na Espanha? Em alguns países, não precisamos de adidos militares, mas de policiais.O senhor concorda com a criação de adidos policiais?É importante a Polícia Federal se estruturar em alguns países. Eu centraria em países da África, Guiné Bissau, Nigéria, onde há atividades criminosas intensas relacionadas ao Brasil. É necessário um adido policial em Portugal, como será o delegado Paulo Lacerda?Portugal tradicionalmente é um posto político. Já tivemos lá jornalistas, ex-presidentes. Mas faz mais sentido ter um adido policial em Portugal do que na França. Portugal é ponto de entrada dos brasileiros na Europa.Precisamos de adidos agrícolas? É mais importante intensificar a atuação na OMC. O Ministério da Agricultura deveria trabalhar em conjunto com o das Relações Exteriores. A saída não é criar funções paralelas. O custo-benefício é altíssimo.

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