Número de vereadores provoca racha o Senado

Embora tenha sido aprovada em primeiro turno com uma vantagem de 55 votos contra 7, a proposta de emenda à Constitucional que fixa o número de vereadores no País foi alvo hoje de obstrução no Senado. O texto foi emendado e só deve ser votado na próxima terça-feira, após ser reexaminado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A monobra mostra o racha dos senadores quanto ao total de vagas de vereadores que devem ser extintas no País. A maioria deles, como mostra o placar da primeira votação, prefere a proposta aprovada pela da Câmara, prevendo que para as eleições de outubro serão cortadas 5.062 vagas das 60.276 existentes hoje. Já os que obstruíram querem que prevaleça a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais rígida, que acaba com 8.528 cadeiras de vereadores. Eles acreditam que, sem o aval do Senado, os números da resolução é que devem prevalecer. O líder do PFL, José Agripino (RN), defendeu que a definição dos números pode ocorrer até o dia 4 de julho, um dia antes do data final de registros das chapas municipais. Mas há controvérsias e caberá à Justiça Eleitoral se manifestar sobre o assunto. Os discursos dos senadores, de ambas as partes, foram acalorados. Relator do substitutivo derrotado na CCJ favorável aos números do TSE e que reduzia os recursos para as prefeituras que ?perderem? vereadores, o líder do PDT, Jefferson Péres (AM), anunciou que, em memória do presidente do partido, Leonel Brizola, a bancada fechava questão. ?Nossos cinco votos serão contrários a emenda da Câmara?, anunciou. Já o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que relatou a outra proposta, classificou de ?demagógica? a oposição que, segundo ele, teria como pano de fundo a pesquisa indicando que 80% da população defende um número menor de vereador no País.

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