Número de pessoas ocupadas cresceu 3,6% em 2001

O número de pessoas ocupadas cresceu 3,6% de 2001 para 2002 e foi o maior aumento anual do período de 1992 a 2002, permitindo uma recuperação do nível de ocupação que vinha caindo desde 1996. Os dados constam da P esquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD 2002, divulgada hoje pelo IBGE. No entanto, apesar da melhoria, o índice de ocupação ainda permanece longe do patamar da primeira metade da década de 1990. A pesquisa mostra que o nível da ocupação da população masculina manteve a tendência de queda, com nítida retração em 1996. O resultado de 2002 (67,8%) foi maior que o do ano anterior, mas situou-se ainda distante do alcançado em 1992 (72,4%). Na população feminina, apesar de ter apresentado, também, retração em 1996, o nível de ocupação já mostrava recuperação em 1999, atingindo 44,5% em 2002, praticamente alcançando o de 1995 (44,6%), o mais alto desde 1992. Os resultados da pesquisa mostram que a tendência crescente do ingresso feminino no mercado de trabalho, que foi acentuada na década de 1980 e se manteve até 1995, retomou o seu impulso. De acordo com a Pnad, o crescimento da população ocupada na atividade agrícola foi muito menor que o da população que trabalha em outras atividades, mantendo a trajetória de queda e atingindo, em 2002, 20,6%. No campo, o aumento de pessoal ocupado aconteceu na população feminina, ficando estável na população masculina. Nas atividades não-agrícolas, houve aumento no contingente masculino, mas o feminino foi maior. A estrutura da atividade econômica é bastante distinta nas regiões brasileiras, "o que se reflete na composição da população ocupada", conforme explicações do IBGE. O percentual de pessoas trabalhando na atividade agrícola, em relação ao número total de trabalhadores de cada região, variou de 36,6% no Nordeste a 10,6% no Sudeste. Na indústria, as participações foram mais altas nas regiões Sudeste (17,1%) e Sul 17,4%) e mais baixas no Nordeste (9%) e no Centro-Oeste (10,8%). A pesquisa não leva em conta a região Norte. A região Sudeste concentrou 46,4% de seu pessoal ocupado no setor de serviços e o Centro-Oeste, 45%. Esse percentual caiu para 35,6% no Sul e para 32,7% no Nordeste. Segundo o IBGE, nos segmentos da construção e de comércio e reparação, os percentuais da s quatro regiões pesquisadas foram menos díspares entre si. As informações são da Agência Brasil. Leia Mais sobre os resultados da Pnad País tem 1 milhão de crianças que trabalham e não estudam 31,9% das residências ainda não tinham esgoto em 2002 Casas conectadas à web aumentaram 23,5% de 2001 para 2002 Renda média do trabalhador caiu 2,5% em 2002

Agencia Estado,

10 Outubro 2003 | 14h43

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