Número de fumantes deve cair com reajuste do cigarro

O aumento do preço do cigarro pode diminuir de forma significativa o número de fumantes, principalmente entre os jovens. No início desta semana, o ministro da Saúde, Humberto Costa, revelou que o governo pretende aumentar o preço do produto, proposta que é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das medidas mais eficazes para controlar o cigarro. Segundo informações publicadas pela OMS, o aumento de 1% no preço do cigarro geraria uma queda no consumo do produto de 0,5%. A maior queda ocorreria entre os jovens, que, em geral, contam com uma renda menor que a dos adultos e estariam mais vulneráveis às mudanças nos preços do cigarro. As pesquisas mostram que o consumo do produto entre estudantes universitários poderia cair em até 1,3% para cada aumento de 1% no preço do cigarro. Mas a OMS alerta que, para que a estratégia funcione de forma eficaz, os países vizinhos ao Brasil também deveriam adotar uma política semelhante. Caso contrário, o País irá observar um aumento significativo do contrabando de cigarro dos mercados vizinhos, principalmente do Paraguai. A harmonização dos preços internacionais do cigarro, portanto, seria um elemento fundamental para que a política tenha sucesso. Mas, mesmo em regiões desenvolvidas, como a Europa, a iniciativa de se chegar a um preço médio do cigarro tem encontrado vários obstáculos. Na Europa, os países levaram mais de uma década para negociar um imposto equivalente entre os países. Mesmo com um acordo entre os 15 países da UE, os problemas na Europa não foram solucionados. A Alemanha, por exemplo, sofre uma invasão diária do contrabando de cigarros que são trazidos da Polônia. O motivo: os cigarros vendidos na Alemanha custam três vezes mais caro que os produtos na Polônia.

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