Número de controladores em 2007 não supre necessidades

O número de controladores de vôo trabalhando em 2007 ainda não corresponde às necessidades do setor aeroviário. Apesar do reforço anunciado pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, durante audiência no Senado, na quinta-feira, 12, a quantidade de profissionais ainda não será suficiente.De acordo com Saito, 500 novos controladores já estão freqüentando cursos de formação oferecidos pela Aeronáutica. Mesmo assim, de acordo com a assessoria de imprensa da FAB, a quantidade não corresponde ao número de postos necessários. Entre 1999 e 2001, 95 controladores se formavam anualmente. A partir daí e até 2006, a média subiu para 120.Em 2007, 374 novos profissionais devem se formar até o final do ano. Somados às 160 contratações autorizadas por meio de medidas provisórias (MP), os aeroportos brasileiros ganharão o reforço de 534 novos controladores civis e militares.Em São José dos Campos, onde funciona o Instituto de Controle do Espaço Aéreo (Icea), órgão subordinado ao Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial, 64 alunos começaram esta semana um curso de formação de controladores civis de oito meses de duração.Já na Escola de Especialistas da Aeronáutica, em Guaratinguetá, acontecem outros dois cursos para a formação de sargentos. Juntos, eles vão formar, até dezembro, 310 novos profissionais.O primeiro deles dura dois anos e, entre mais de 20 especialidades, oferece uma opção para quem quer seguir a carreira de controlador militar. Para este ano, a previsão é de que 70 alunos se formem em julho e outros 80 em dezembro. O segundo curso, de caráter especial, dura apenas um ano e deve formar 160 controladores até o final de 2007.Após concluírem o curso, os novos controladores ainda terão de passar por um estágio de adaptação aos locais para onde forem designados.Além da contratação de novos profissionais, a Aeronáutica também estuda a possibilidade de uma extensão na carreira, de forma que os controladores militares possam progredir até o cargo de coronel. Atualmente, segundo o brigadeiro Saito, os controladores militares sem nível superior podem chegar a capitão. Já os que possuem nível superior alcançam, no máximo, o posto de tenente-coronel.Ao participar de audiência pública realizada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 11, o brigadeiro defendeu que mais que apenas proporcionar um aumento dos ganhos dos controladores, a mudança vai garantir o devido reconhecimento aos profissionais. Atualmente, segundo a Infraero, um controlador em início de carreira (3º sargento) ganha menos que um controlador civil, o que tem motivado as queixas dos profissionais militares.

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