Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Número de cidades cai e frustra expectativas

Grupos como o Vem Pra Rua esperavam até dobrar as localidades com protestos contra o governo para compensar previsão de menor contingente

O Estado de S. Paulo

12 de abril de 2015 | 21h38

Cientes de que a mobilização para os protestos de ontem tinham menor volume, os grupos de oposição ao governo Dilma Rousseff e ao PT tentaram aumentar a capilaridade do movimento e atingir mais cidades pelo País que em 15 de março. Mas a iniciativa não funcionou: em vez de 212 municípios, como no mês passado, neste domingo, 12, foram registradas manifestações em 152 localidades de 24 Estados e no Distrito Federal.

A expectativa dos movimentos era dobrar o número de cidades com protestos. O Vem Pra Rua dizia até sexta-feira ter atos previstos em 413 municípios de todas as 27 unidades da Federação e fora do País. Nesta madrugada, pelo Facebook, o grupo liderado pelo empresário Rogério Chequer postou uma imagem com manifestações confirmadas em 452 cidades. Até esta edição ser concluída, o Vem Pra Rua divulgou imagens dos protestos e agradeceu “a todos que sacrificaram o domingo de descanso para se manifestar por um Brasil melhor”, mas não divulgou o número de localidades em que de fato ocorreram protestos.

Sem comparação. Também organizador das manifestações pelo País, o Movimento Brasil Livre (MBL) havia previsto protestos em 161 cidades. Pelo Facebook, o grupo fez uma série de posts com fotos e vídeos dos atos, sem fazer balanço dos municípios nem de público mobilizado neste domingo, 12.

Líder do Movimento Brasil Livre, Renan Santos minimizou o fato de o protesto de ter atraído menor adesão de manifestantes em comparação com o ato de15 de março. “Não queremos ficar disputando para fazer uma foto bonita da Avenida Paulista lotada. Nossa proposta agora é promover ações para interferir diretamente na política”, explicou. Segundo ele, o ato deve ser o último grande protesto de rua em abrangência nacional, nos moldes dos que ocorreram neste domingo e em março.

Para David Martins de Carvalho, presidente estadual do Solidariedade, partido que participou dos protestos de domingo, a menor mobilização de manifestantes era esperada. Apesar disso, a legenda voltou a coletar assinaturas para pedir o impeachment de Dilma no Congresso. “O povo pode ficar desanimado porque, depois do 15 de março, que foi um movimento com milhões de pessoas na rua, praticamente não houve nenhuma mudança na forma de governar”, disse Carvalho.

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