Número de casos de linfoma no Brasil dobrou em 25 anos

Sintomas são aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e virilha, febre, coceira na pele e perda de peso

Silvia Amorim, O Estado de S. Paulo

25 Abril 2009 | 18h50

De acordo com informações do médico Ricardo Bignio, do Hospital do Câncer, no site do Instituto Nacional de Câncer (Inca), linfomas são neoplasias malignas nos linfonodos (gânglios), órgãos importantes no combate a infecções. Existem mais de 20 tipos de linfomas. Nos últimos 25 anos, o número de casos no Brasil praticamente dobrou, especialmente em pessoas acima de 60 anos.

 

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As causas desse crescimento ainda são desconhecidas. Mas, segundo o médico, há alguns fatores conhecidos que aumentam o risco de câncer linfático. Pessoas com deficiência de imunidade, por exemplo, têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma.

 

Segundo informações do Inca, os linfomas também estão ligados à exposição a certos agentes químicos ou altas doses de radiação. Os sintomas da doença são: aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e virilha, sudorese noturna excessiva, febre, coceira na pele e perda de peso inexplicada. Conforme explica o médico, são necessários vários tipos de exames para o diagnóstico adequado de linfoma.

 

Os linfomas são classificados em 4 estágios, de 1 a 4. No estágio 1, observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no estágio 4, há envolvimento disseminado dos linfonodos. Na maioria dos casos de linfoma, o tratamento é feito com quimioterapia ou radioterapia.

 

A quimioterapia consiste na combinação de duas ou mais drogas, sob várias formas de administração, conforme o tipo de linfoma. A radioterapia é usada, em geral, para reduzir a carga tumoral em locais específicos, para aliviar sintomas relacionados ao tumor, ou também para consolidar o tratamento quimioterápico, diminuindo as chances de recaída em certas partes do organismo mais propensas à recaída.

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