Número de adidos militares crescerá em 2010

Reportagem publicada pelo 'Estado' no último domingo revelou que, até 2010, o País terá 101 adidos no exterior

Luciana Nunes Leal e Sônia Filgueiras, de O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2009 | 17h48

O número de adidos militares brasileiros passará de 63 para 65 até o ano que vem. Ainda em 2009, será criado o cargo de adido de Defesa na Índia e também está em estudo pelo governo a abertura de mais uma vaga nos Estados Unidos. O cargo seria para atuação mais operacional, junto ao Estado Maior das Forças Armadas americano, segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa. Com a vaga que será aberta na Índia, o Brasil passará a ter adidos em 33 países. Nos Estados Unidos, já estão em atividade três oficiais: o brigadeiro-do-ar Stefan Egon Gracza atua como adido de Defesa e aeronáutico; o vice-almirante Carlos Autran de Oliveira Amaral é adido naval e o general de brigada João Cesar Zambão da Silva, adido do Exército. A escolha de um quarto representante militar é decorrência da nova estratégia nacional de defesa, que cria o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas em substituição ao atual Estado Maior de Defesa, com o objetivo de dar mais unidade à atuação dos militares brasileiros.  Assim como os demais adidos militares no exterior, os três oficiais que estão nos Estados Unidos atuam, segundo a seção de comunicação da Defesa, como assessores técnicos do Itamaraty para assuntos militares e de defesa, além de trabalharem no "fomento de medidas de cooperação militar e no fortalecimento das relações internacionais". O decreto que deverá criar o novo cargo nos Estados Unidos definirá as atribuições específicas do novo adido. A palavra final sobre a criação da vaga será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão sobre a função de adido de Defesa na Índia já foi tomada pelo presidente. Como os demais adidos, o titular será substituído a cada dois anos. O mais provável é que a vaga seja ocupada em sistema de revezamento entre as três Forças. Segundo a Assessoria de Imprensa da Defesa, a Índia foi escolhida por ser considerada "estratégica nas relações exteriores brasileiras" e pela cooperação cada vez maior entre os dois países, especialmente no setor de ciência e tecnologia.   Reportagem publicada pelo Estado no último domingo revelou que, até 2010, o País terá 101 adidos no exterior, ao custo de pelo menos R$ 2,2 milhões mensais só em pagamento de salários. Com o representante na Índia e se for confirmado o novo adido nos Estados Unidos, o número chegará a 103. O Ministério da Defesa não informou o vencimento dos oficiais no exterior. Ex-adidos ouvidos pelo Estado informaram que os salários são em média US$ 10 mil (R$ 22 mil).  Até o fim de 2010, estarão em atividade mais 17 adidos policiais e oito adidos agrícolas, que se somarão aos 76 adidos, entre militares e civis, que, hoje, atuam em 32 países. O próximo a embarcar para o exterior será o delegado Paulo Lacerda, ex-diretor geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que ocupará a recém-criada vaga de adido policial em Portugal.

Tudo o que sabemos sobre:
Adidos militares2010

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.