Novos planos de saúde poderão ter reajuste de até 11,75%

A Agência Nacional de Saúde Suplementar divulgou nesta sexta-feira o teto para o reajuste dos planos de saúde: 11,75%. Este é o maior índice autorizado pela ANS, desde a sua criação, em 2000. A porcentagem, no entanto, não será aplicada em todos os contratos. Cada operadora terá um valor de aumento, de acordo com as despesas e da data de aniversário do contrato.As regras valem para planos de saúde individuais que seguem a Lei dos Planos de Saúde ? os chamados contratos novos. Existem no mercado pouco mais de 4,2 milhões de contratos com estas características. Os planos antigos têm aumento de acordo com cada contrato.Para justificar o aumento deste ano, o presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos citou a inflação acumulada desde 2000: ?No período, a inflação foi de 54,1%, enquanto o reajuste dos planos de saúde foi de 50,75.? O integrante do Conselho Nacional de Saúde, Mário Scheffer, considera o aumento elevado, principalmente quando se compara com a inflação acumulada no ano 5,08%, pelo IGPM.Pereira dos Santos afirmou que a metodologia para o cálculo do reajuste foi a mesma de anos anteriores. O índice segue a média dos aumentos concedidos no período para planos de saúde coletivos, como os que são feitos por empresas. A média deste ano foi calculada com base nos índices de mais de 205 mil contratos, com 13,9 milhões de consumidores. ?Esta pode ser a última vez que adotamos esta metodologia para o reajuste?, disse Pereira dos Santos.

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