Celso Junior/AE - 14.03.2012
Celso Junior/AE - 14.03.2012

Novos líderes do Congresso precisam de tempo, diz Marco Maia

Para presidente da Câmara minimiza impacto das trocas das lideranças do governo na casa e no Senado, mas reconhece que mudança influenciou ritmo de votação da Lei Geral da Copa e do Código Florestal

do estadão.com.br

19 de março de 2012 | 11h46

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), acredita que os novos líderes do governo precisam de tempo para construir articulação política na casa e no Senado. Em entrevista à rádio Estadão ESPN nesta segunda-feira, 19, Marco Maia procurou minimizar o impacto das mudanças no Congresso, mas reconhece que geraram "clima de instabilidade".

 

"O que nós temos que fazer agora é dar um pouco de tempo para que essa nova formatação política na Câmara e do Senado possam construir as relações com a ministra Ideli Salvatti [Relações Institucionais] e a partir disso trocar para frente os projetos necessários ao governo", afirmou o presidente da Câmara.

 

Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff surpreendeu a base ao trocar os líderes do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Assumiram o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o senador Eduardo Braga (PMDB-AM). A troca, somado aos impasses com a base aliada, ameaçou o andamento da votação da Lei Geral da Copa e do Código Florestal.

 

Segundo Marco Maia, o Planalto tentará buscar entendimento sobre os dois projetos entre esta segunda e terça-feira, 20, para votá-los ainda nesta semana ou elaborar um calendário de votação. "[A articulação política] está dentro do previsto. Não há uma crise institucional entre a Câmara e o Senado com o governo", ponderou.

 

Ministério. Na tentativa de evitar novos conflitos com a base aliada, a presidente Dilma deve nomear nos próximos dias o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) para o Ministério do Trabalho.

 

 

 

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