Novos cargos não aumentam gastos da Assembleia, diz líder do PSDB

Segundo Orlando Morando, projeto propõe reestruturação da Casa e não gera despesa extra na folha de pagamento

Lucas de Abreu Maia, de O Estado de S. Paulo

28 de março de 2011 | 19h39

Para o líder do PSDB na Assembleia Legislativa, Orlando Morando, o projeto de dobrar o número de cargos comissionados nos gabinetes dos deputados foi "o melhor caminho que encontramos", por "não aumentar gastos e permitir maior flexibilização".

O sr. acha que um deputado estadual precisa de 32 assessores?

Na verdade, a ideia que se discute é da reestruturação. O melhor caminho que encontramos foi de dar opção aos deputados: quem quer manter o gabinete como está hoje pode fazê-lo e quem quiser alterar o sistema atual pode dividir um cargo pela metade. Isso não vai gerar nenhuma despesa extra na folha de pagamento. O número de assessores vai da demanda de cada deputado. Eu mesmo não vou usar os meus 32.

Mas o projeto gera custo adicional com benefícios, como vale-refeição.

O único aumento será com vale-alimentação. Os nossos funcionários não dispõem de vale-transporte. Mas é importante ficar claro que não estamos dobrando o número de assessores. Não existe aumento em folha de pagamento. Por exemplo: se eu tenho um funcionário que ganha R$ 4 mil, poderei contratar dois que ganham R$ 2 mil. Ou posso manter o funcionário que tenho hoje. Será uma opção de cada deputado. A Assembleia não pagará absolutamente nada por isso.

Desde quando se discute o aumento no número de assessores?

Há quatro, cinco anos debatíamos o assunto, mas não se encontrava um modelo ideal. Agora, conseguimos construir um consenso em torno deste modelo.

Por quê?

Porque não aumenta gastos e permite aos deputados que já têm uma estrutura pronta mantê-la. Já o deputado que está chegando à Assembleia agora tem mais flexibilidade.

Não seria possível aumentar o número de assessores, mas sem dobrá-lo?

A ideia era justamente dobrar, para que não haja risco de aumento de gastos.

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