Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Novo superintendente da Sudene toma posse no Recife

Indicado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), o ex-presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) Paulo Sérgio de Noronha Fontana tomou posse hoje como novo superintendente da recriada Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), numa sala do Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. O auditório do prédio da antiga Sudene - localizado a cerca de um quilômetro -, deteriorado, não tinha estrutura física para receber o evento."O fato de não estarmos no prédio da Sudene denuncia um estado grave", destacou o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), no discurso, quando deixou claro - repetindo uma preocupação externada pelos sete governadores nordestinos presentes - que, sem recursos, a nova Sudene não terá como atuar na integração do Nordeste ao desenvolvimento econômico do País."Não adianta ter cabeça e não ter corpo", afirmou, ele mesmo ex-superintendente da antiga superintendente, por 11 meses, no governo do ex-presidente Itamar Franco, durante a cerimônia de posse, também prestigiada pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Não compareceram os governadores do Piauí, Wellington Dias (PT), e do Maranhão, Jackson Lago (PDT)."A nova Sudene nasce com a pendência de vetos e a não-existência do fundo desenvolvimento regional (FDR)", afirmou o deputado federal Zezéu Ribeiro (PT-BA), relator do Projeto de Lei 125, de 3 de janeiro de 2007, que recriou a Sudene, cinco anos depois da extinção na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O FDR seria criado - com a nova Sudene - dentro do projeto de reforma tributária. A proposta é que seja formado por 2% do arrecadado dos Impostos de Renda (IR) e sobre Produtos Industrializados (IPI), a título de fundo perdido, para investimentos na infra-estrutura da região. O fundo não passou no Congresso.GeddelGeddel disse que o primeiro desafio é recuperar o patrimônio físico da antiga Sudene e, depois, "tocar, com o apoio e respaldo dos governadores e do presidente da República". Otimista, afirmou "não ver" como o Legislativo não aprove o projeto de criação do FDR dentro da proposta da reforma. "É cobrança da sociedade e do próprio Congresso." Ele lembrou que, sob o comando da Sudene, ficam "de cara" os Fundos Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e de Desenvolvimento do Nordeste (FNDE).O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), propôs que todos os governadores da região, com Geddel, tenham uma conversa com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para, unidos, lutarem pela garantia de mais recursos humanos e financeiros para a nova Sudene. O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), ao dar as boas-vindas a Fontana, afirmou não saber se dava os parabéns ou se começava a "sofrer" junto. "Demorou cinco anos para ter, finalmente, este instrumento (a Sudene); agora, vamos ter muita briga para ter esse órgão operando em sua plenitude."O novo superintendente da Sudene disse que, em 60 dias, o órgão deverá contar com 70% da estrutura de pessoal, que incorpora os 170 funcionários da extinta superintendência, depois Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). Serão contratados entre 60 e 70 funcionários comissionados e mais 200 por concurso público (ainda não aberto). Fontana contará com uma diretoria composta pelo ex-superintendente da Adene Zenóbio Vasconcelos (que assume a Diretoria de Planejamento) e pelo novo diretor de Gestão e Finanças, Rômulo Monteiro. Vasconcelos foi indicação de Geddel, enquanto Monteiro, do PTB - o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado federal Armando Monteiro Neto (PE), e o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.