Novo superintendente da PF em São Paulo promete priorizar combate à corrupção

Delegado Roberto Troncon Filho assume cargo com compromisso de enfrentar crimes contra a União, desvio de verbas públicas e tráfico de entorpecentes

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

06 de maio de 2011 | 22h39

Nascido em Adamantina (SP), o delegado Roberto Troncon Filho, novo superintendente da PF em São Paulo, tem 48 anos e começou sua carreira em 1995. Foi chefe do Setor de Operações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes. Em 2000 assumiu o comando da Delegacia de Entorpecentes.

 

A partir de 2001, passou a chefiar a Delegacia de Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo. Três anos mais tarde, tornou-se Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado no Estado de São Paulo. Em 2005, assumiu a chefia da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros. Em setembro de 2007 foi nomeado para a Diretoria de Combate ao Crime Organizado da PF em Brasília. Troncon implementou a estratégia nacional de repressão ao crime organizado.

 

Entre as especializações que ostenta em seu currículo, o novo chefe da PF paulista possui os seguintes cursos: formação de Grupo de Resposta a Crises, Anti Terrorism Assistance Program ministrado pelo Department of State, Baton Rouge, em Louisiana (EUA); gestão para chefes de Polícia, Seminar for Senior Police Managers, pela Japan International Cooperation Agency em Tóquio, Japão; Gerenciamento de Crimes Graves, Management of Serious Crimes, pela Australian Federal Police em Canberra, Austrália e Curso Superior de Polícia na Academia Nacional de Polícia em Brasília.

 

Troncon afirmou que “é superior” o número de investigações que a PF tem realizado, comparado com o mesmo período de 2010. “As investigações ocorrem em razão de uma demanda, das notícias de crimes que nos chegam”, observou o delegado. “Se as notícias de crimes não chegam para nós não iniciamos investigação porque a regra processual e legal é investigar fatos que são do conhecimento de algum órgão público que demande a nossa ação. Agimos por provocação.”

 

Sobre o enfrentamento da corrupção, Troncon garantiu: “É uma das prioridades, talvez a maior da PF em nível nacional. Certamente será uma de nossas prioridades na gestão da PF em São Paulo. Vamos enfrentar os crimes contra o erário da União, as fraudes em licitações, corrupção, desvio de verbas públicas e tráfico de entorpecentes.”

 

O novo superintendente falou sobre a falta de dinheiro para a PF. “Esta é uma tônica, não apenas do serviço público, mas também da iniciativa privada. Nunca dispomos dos recursos ideais. São escassos e as necessidades infinitas.”

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