Novo status do Brasil ganha admiradores, diz 'FT'

Grau de investimento dá selo de aprovação ao país e atrai maior leque de investidores.

Da BBC Brasil, BBC

09 de junho de 2008 | 08h09

Investidores estão olhando para o Brasil com um jeito diferente depois que duas agências de avaliação de risco concederam o grau de investimento ao país nos últimos dois meses, afirma uma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal britânico Financial Times."A Standard & Poor's e a Fitch melhoraram a avaliação do Brasil, o que significa que o país agora é considerado um destino seguro para investimentos, com poucas chances de não honrar suas dívidas", diz o FT. O diário britânico destacou que o país conseguiu a avaliação mínima do grau de investimento (BBB-), "ainda muito distante do AAA concedidos a países desenvolvidos como Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha".Mas pondera que "ainda assim, essa mudança tornará o país mais atraente para um maior leque de investidores estrangeiros, como fundos de pensão americanos, que temem investir em países que não tiveram capacidade de pagar suas dívidas".Oportunidades animadorasO Financial Times diz que os fundos de capital do Brasil tiveram entradas de fluxo durante seis semanas consecutivas, totalizando US$1,4 bilhão.Este fluxo, ressalta o diário financeiro, acontece ao mesmo tempo em que outros países emergentes assistiram a severas saídas de fundos de capital.Especialistas ouvidos pelo FT afirmaram que os investidores têm sido atraídos pelo Brasil com base no "crescimento econômico maior do que o esperado e no compromisso do governo com as políticas fiscais".Segundo o jornal, os operadores de fundo vêem o grau de investimento mais como um "selo de aprovação do que uma mudança radical nos seus fundamentos"."Apesar de o Brasil ser o último dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) a receber o grau de investimento, muitos fundos já estão sobrecarregados com as ações de empresas brasileiras."Segundo o FT, o apetite do investidor se concentra tradicionalmente nas commodities do país, rico em recursos naturais, mas os papéis internos começam a ganhar destaque à medida que os gastos e consumos internos aumentam. "O Brasil é o lugar onde vemos as oportunidades mais animadoras", afirmou ao FT Stefan Herz, especialista em fundos de países emergentes.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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