Novo salário parlamentar gera protesto no interior de SP

O possível reajuste do salário mínimo em 4,86% e o aumento de 90% do salário de deputados e senadores geraram protestos nesta quinta-feira, 14, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Um grupo de 30 manifestantes, entre sindicalistas e trabalhadores, foi à Praça Áfono Pena, região central da cidade, levando faixas com recados para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não me venha com miséria presidente". Bonecões com máscaras representavam Lula e o ministro do Trabalho Luiz Marinho. Com cerca de 2 metros de altura, os bonecos políticos levavam faixas com o reajuste de 90%. O ato foi realizado pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) formada principalmente por integrantes do PSTU que defende um salário mínimo de R$700. "É questão de prioridade. Se o governo deixar de pagar juros da dívida externa pode investir no trabalhador", defendeu o dirigente da Conlutas José Donizete de Almeira. As faixas traziam a comparação entre o aumento do mínimo com o reajuste dos parlamentares. "Temos que mobilizar o povo brasileiro e cobrar do governo justiça na política salarial. Como podem os deputados e senadores terem este aumento de R$ 12 mil para R$ 24 mil?", questionava Almeida. Uma carta-aberta à população, explicando como será o reajuste do salário mínimo e a proposta da Conlutas, foi distribuída para quem passava pelo local. Com carro de som, música e bom-humor o protesto chamou a atenção das centenas de pessoas. "Será que o presidente consegue viver com um salário mínimo?", questionavam. "Segundo o Dieese para atender às necessidades básicas do brasileiro o salário mínimo deveria ser de R$1.619. Estamos pedindo apenas R$ 700".

Agencia Estado,

14 Dezembro 2006 | 18h31

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