Marcelo Camargo|Agência Brasil
Marcelo Camargo|Agência Brasil

Novo relator de denúncia foi definido por critério pessoal e técnico, diz presidente da CCJ

Segundo Pacheco, caso o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente uma nova denúncia contra Temer, os trabalhos na comissão serão conduzidos da mesma forma, com um amplo debate entre governistas e oposicionistas

Rafael Moraes Moura, Renan Truffi e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2017 | 22h05

BRASÍLIA – O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), disse nesta quinta-feira (13) que a escolha do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) como novo relator da denúncia contra o presidente Michel Temer foi definida seguindo um “critério pessoal e técnico."

Segundo Pacheco, caso o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente uma nova denúncia contra Temer, os trabalhos na comissão serão conduzidos da mesma forma, com um amplo debate entre governistas e oposicionistas.

“A escolha do relator, inclusive a escolha do relator original, deputado Sérgio Zveiter (deputado do PMDB do Rio, relator do parecer rejeitado), a quem agradeço pela competência e eficiência, foi uma escolha também definida por mim num critério pessoal e técnico. Escolhi o deputado Paulo de última hora, era um dos autores de voto em separado, porque se trata de um advogado que eu conheço lá de Minas Gerais, muito competente. Ele cumpriu bem o papel de apresentar um relatório substitutivo, que foi votado e aprovado”, comentou Pacheco.

A CCJ da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira por 41 votos favoráveis o relatório de Paulo Abi-Ackel, contrário ao prosseguimento da denúncia apresentada por Janot.

O presidente da CCJ também disse a jornalistas que não recebeu ao longo da discussão “nenhum tipo de contato, seja do presidente da República, seja de qualquer interlocutor da sua parte”.

“Quero acreditar que demonstramos maturidade na forma de condução, na eventualidade de acontecer uma nova denúncia, conduziremos da mesma forma, atendendo os dois lados, cumprindo acordo e tratando essa questão da forma como ela deve ser tratada”, garantiu Pacheco.

Repercussão. Em nota enviada à imprensa, Zveiter lamentou o resultado da votação e “os métodos empregados pelo governo para fabricá-lo artificialmente”.

“Não fossem as trocas de membros, feitas de forma não republicana para barrar as investigações, tenho convicção de que o colegiado teria recomendado ao plenário a admissibilidade da grave denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da Republica.

Por isso, mantenho acesas a chama e a esperança de que no Plenário da Câmara dos Deputados, dentro de sua soberania, as manobras espúrias do Executivo não surtirão o mesmo efeito, e a autorização será concedida”, diz a nota do deputado.

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