Divulgação/Governo do Estado de SP
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Novo rebate declaração de Doria sobre sigla: ‘Equivocada é a postura de lideranças políticas’

Governador disse ao ‘Estadão’ que sigla ‘já ficou velha’ por ter votado contra projeto do Palácios dos Bandeirantes

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2020 | 22h22
Atualizado 24 de novembro de 2020 | 00h03

O partido Novo reagiu a entrevista do governador João Doria (PSDB) publicada no Estadão nesta segunda-feira, 23, na qual o tucano disse que a sigla “já ficou velha” logo no início de sua existência por ter votado contra o projeto de reforma administrativa apresentado pelo executivo paulista.

Em nota, a bancada do Novo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) disse que lamenta a declaração do governador. “Lamentamos a declaração do governador Doria sobre a posição da bancada do Novo na Alesp contra a “reforma administrativa”. O Projeto de Lei enviado pelo governo não propõe extinção de promoção automática, meses de férias, abonos, não regulamenta avaliações de desempenho e tudo o mais que configura uma reforma administrativa de fato. Foi divulgado pelo forte marketing do governador como “reforma administrativa”, mas que nada têm de reforma”. 

A proposta que foi aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo resultará, segundo o Palácio dos Bandeirantes, numa economia de R$ 7 bilhões aos cofres públicos. O texto prevê a extinção de estatais e fundações, redução de benefícios fiscais na cobrança de impostos, e autoriza um plano de demissão voluntária incentivada que pode atingir cerca de 5.000 servidores estaduais. Durante a tramitação da proposta, o Novo se opôs à iniciativa. 

“Foi um equívoco. O Novo demonstrou que já ficou velho logo no início da sua existência, o que é uma pena. A reforma administrativa foi aprovada e São Paulo foi o primeiro Estado a fazer. Fizemos aquilo que o Brasil deveria ter feito no governo federal e não fez”, disse Doria.

Ainda segundo a bancada do Novo na Alesp, a proposta é “tímida” na redução de despesas e agressiva no aumento de receitas para conter um rombo no orçamento superior a R$ 10 bilhões para 2021. “Equivocada é a postura de lideranças políticas que seguem se mostrando liberais no discurso, mas oneram o contribuinte que arca há décadas com a fatura da ineficiência de governos por todo o País”. 

O presidente do diretório estadual do PSDB, Marco Vinholi, disse que se a proposta, como afirma o Novo, era “tímida”, o “partido deveria ter apresentado emendas e votado para aumentar a abrangência da reforma e não para derrubá-la”.

Feliciano

Aliado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Marco Feliciano (Republicanos), vice líder do governo, também respondeu ao governador paulista, que disse na entrevista ter se arrependido de ter votado em Bolsonaro em 2018.

“Um político disse que se arrependeu de ter associado sua imagem ao PR @Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. Se esquece que, sem isso, não teria sido eleito. Como diria o amigo @Ricardo BarrosPP . se um homem não for leal, não precisa ser mais nada”, disse Feliciano.

 

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