Novo procurador-chefe da República, Rodrigo Janot, toma posse em Brasília

Dilma afirma em discurso que este é um momento 'para reafirmar compromisso com democracia'

Célia Froufe e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2013 | 18h20

Brasília - A presidente Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira, 17, que a posse do novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é um momento ímpar para que fossem reafirmados os compromissos com a democracia e com o funcionamento das instituições.

"O novo procurador-geral da República está apto para exercer o papel de defensor do Estado", destacou, ressaltando que a sociedade brasileira preza pela Justiça e igualdade de todos perante as leis. "Os brasileiros querem ter a certeza que os inocentes serão absolvidos e os culpados, condenados. Isso se chama Justiça", disse Dilma.

No discurso, realizado na cerimônia de posse de Janot, no início da noite desta terça-feira, a presidente lembrou que a situação de longa estabilidade política exige aprimoramento de instituições. "Democracia não é uma obra estática, mas processo dinâmico", afirmou.

Dilma destacou também que que o novo procurador é um dos guardiões da inviolabilidade da cidadania e das regras legais e que Janot está apto a enfrentar tais desafios. Lembrou que a população espera isenção, sobriedade e rigorosa submissão à carta constitucional.

Mensalão. De posse do cargo, Rodrigo Janot vai participar, no Supremo Tribunal Federal, da sessão de julgamento da ação penal 470, nome jurídico para o mensalão, em que o ministro Celso de Mello vai dar seu voto decisivo sobre a admissibilidade ou não dos embargos infringentes em ações penais originárias. A sessão está marcada para a tarde desta terça-feira.

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