Novo processo precisa de outro relator, diz Casagrande

Na última terça, a Mesa do Senado encaminhou representação para investigar elo de Renan com Shincariol

08 de agosto de 2007 | 13h43

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) - um dos três relatores que investigam a denúncia de que o presidente do Senado, Renan Calheiros, teria parte de suas despesas pessoais pagas por um funcionário da empresa Mendes Júnior - reiterou nesta quarta-feira, 8,  sua sugestão de que a nova representação do PSOL encaminhada pela Mesa ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa seja analisada em separado, com a designação de outro relator e a abertura de um novo processo de investigação. Veja também:  Especial sobre o caso Renan Calheiros  STF determina quebra dos sigilos fiscal e bancário de Renan Casagrande explicou que, dessa forma, o andamento do processo atual não seria atrasado. Assim, segundo o senador, a comissão de inquérito, composta, além dele, pelos relatores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima (PMDB-SE) e pelo presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), poderia estar com seu relatório pronto até o final de agosto para, se fosse o caso de a matéria chegar ao Plenário, ser analisada no início do mês de setembro.  Novo processo Na última terça-feira, a Mesa Diretora do Senado ignorou parecer do advogado-geral da Casa, Alberto Cascais, e decidiu encaminhar ao Conselho de Ética conselho a representação para ivestigar se Renan teria beneficiado a cervejaria Schincariol.  Segundo a denúncia, o presidente do Senado teria atuado para favorecer a cervejaria Schincariol em retribuição a um favor prestado a seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), bem como as suspeitas de apropriação ilegal de terras em Alagoas.  De acordo com o segundo vice-presidente do Senado, senador Alvaro Dias, a Mesa decidiu encaminhar a representação por que cabe à Mesa do Senado simplesmente encaminhar representações por suposta quebra de decoro ao Conselho de Ética. (Com Agência Senado)

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