Novo prefeito de Campinas já discute equipe e recebe petistas

Posse é nesta terça-feira de manhã, mas Villagra conversa desde sábado com PT sobre gestão e eventual mudança no secretariado

Tatiana Favaro, de O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2011 | 22h40

CAMPINAS - Mesmo antes de tomar posse como prefeito de Campinas - em substituição a Hélio de Oliveira Santos (PDT), derrubado no sábado por um impeachment - o vice-prefeito de Campinas, Demétrio Villagra (PT), já recebeu na segunda-feira, 22, secretários e se reuniu com o presidente da Câmara, Pedro Serafim Júnior. Este encontro foi para definir detalhes de sua posse, marcada para esta terça-feira, 23, de manhã. Villagra aproveitou para confirmar o nome do vereador Josias Lech (PT) para liderança de sua gestão no Legislativo.

 

O novo prefeito não antecipou nenhuma alteração no secretariado, mas, durante a sessão de julgamento do pedido de impeachment de Santos, na madrugada de sábado, a informação nos corredores da Câmara era que o petista já discutia o assunto com vários de seus auxiliares diretos.

 

Villagra assume a prefeitura sob o risco de responder, como seu antecessor, a uma Comissão Processante (CP) que só aguarda a assinatura do termo de posse para sair do papel, segundo informaram alguns parlamentares. A bancada do PSDB já avisou que não vai ignorar as acusações que pesam sobre o prefeito a ser empossado.

 

O petista foi acusado pelo Ministério Público Estadual dos supostos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e fraudes em licitações. As suspeitas, levantadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), incluem participação em um esquema de corrupção na Sanasa, empresa de saneamento de Campinas. A Justiça decretou por duas vezes a prisão de Villagra neste ano. Em uma delas, ele chegou a ser detido. As prisões foram revogadas posteriormente.

 

Alianças. "Não vamos ficar inertes", afirmou o vereador Artur Orsi (PSDB), autor do pedido de cassação de Hélio de Oliveira Santos. Apesar do coro da oposição, o PT já se empenha em costurar alianças com outros vereadores, no Legislativo campineiro, para impedir a instauração da CP contra o novo prefeito. Esse esforço se estende, também, a contatos com outros partidos, nas esferas estadual e federal. "Assumo o compromisso de trabalhar para o fortalecimento da relação entre o Executivo e o Legislativo", afirmou Josias Lech.

 

Enquanto o PT se mobiliza para organizar a nova gestão na cidade, a defesa de Hélio de Oliveira Santos batalha em outra direção. Os advogados do ex-prefeito sinalizaram ontem com a possibilidade de ir à Justiça para tentar anular o resultado da sessão de julgamento do sábado. As medidas práticas, no entanto, ainda não estão definidas.

 

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