Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Novo ministro foi tesoureiro da campanha à reeleição de Dilma

Edinho Silva, do PT, foi cotado para assumir a Autoridade Olímpica, mas presidente desistiu da indicação temendo rejeição do Senado

O Estado de S. Paulo

27 de março de 2015 | 14h29


SÃO PAULO - Duas vezes seguidas prefeito de Araraquara (SP) (entre 2001 e 2008), deputado estadual (2010-2014) e presidente do PT no Estado de São Paulo, Edinho Silva, indicado nesta sexta-feira, 27, para a Secretaria de Comunicação da Presidência, foi escolhido por Dilma para ser o coordenador financeiro da campanha da presidente à reeleição, em 2014. Em dezembro, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram com ressalvas as contas da petista. Ele desistiu de ser candidato a deputado, federal ou estadual, para assumir a tesouraria da campanha.


Edinho já foi presidente do partido em São Paulo e foi cotado para assumir a Autoridade Pública Olímpica (APO), consórcio formado pelos governos federal e fluminense e pela prefeitura do Rio que coordena as ações dos Jogos Olímpicos de 2016. O cargo está vago desde fevereiro com a saída do general Fernando Azevedo e Silva. Mas, diante da conflagração da base aliada no Congresso e de ameaças de retaliações, a avaliação do Planalto é que seu nome poderia ser rejeitado pelo Senado. A votação entre os senadores é secreta.


Diferentemente de Thomas Traumann, ministro anterior, que é jornalista, Edinho é sociólogo pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara e tem mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ele já foi office-boy, operário e atleta de base do time de futebol Ferroviária.


Dentro do PT é tratado como um articulador mais moderado, mas crítico, e conhecido pelo bom trânsito com o setor empresarial. Ele integra a corrente interna Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no PT e a mesma do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A posse de Edinho Silva será na próxima terça-feira.

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