Novo ministro dos Transportes diz que vai escolher técnicos para Dnit e Valec

Suplente da senadora Marta Suplicy, Antonio Carlos Rodrigues assumiu cargo deixado por Paulo Sérgio Passos

Eduardo Rodrigues e Daiene Cardoso, Agência Estado

05 de janeiro de 2015 | 16h05

BRASÍLIA - O novo ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, tomou posse nesta segunda-feira, 5, Brasília prometendo ampliar os investimentos em ferrovias e nomear técnicos para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Valec. 

"Pretendo indicar técnicos para assumir a gestão de Dnit e da Valec", afirmou o ministro a uma plateia que reuniu antigos faxinados da pasta.

Acompanhado de líderes do PR, o ex-senador pelo PR paulista fez um curto discurso de seis minutos, onde destacou seu envolvimento com o setor de transporte na década de 90, quando participou do Conselho Administrativo do Metrô de São Paulo, e agradeceu a atuação de seu antecessor, Paulo Sérgio Passos. "Espero ampliar esse trabalho que tem conseguido alçar o Brasil a um novo patamar logístico", declarou.

Rodrigues falou em melhorar as condições para a distribuição da produção nacional e mencionou números atingidos até então pela pasta através do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, como os 5 mil quilômetros de rodovias sob concessão no governo Dilma Rousseff. Somados ao do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chega a 8.600 quilômetros. "Antecipo que darei continuidade a concessões de estradas", ressaltou.

Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP) é suplente da senadora Marta Suplicy (PT-SP) e ocupou o cargo durante os dois anos em que a petista esteve à frente do Ministério da Cultura. O ex-senador fez uma deferência especial ao presidente nacional da sigla, senador Alfredo Nascimento (AM). "Sei o quanto você foi importante para o ministério", disse o novo ministro. Nascimento deixou a pasta em 2011 após denúncias sobre suposto esquema de superfaturamento em obras. 

Quase 20 parlamentares compareceram à posse, a maioria da bancada do PR. Os candidatos à presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fizeram questão de marcar presença. 

Ao fim da cerimônia, o novo ministro não respondeu a nenhuma pergunta dos jornalistas. Questionado se o suposto envolvimento das maiores empreiteiras do País no esquema investigado na Operação Lava Jato pode gerar preocupação, Rodrigues desconversou. "Eu não estou preocupado com nada. Vou me dedicar muito à continuidade do governo. Meu lema é trabalho", limitou-se a responder.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.