Novo ministro diz querer articular turismo com outros programas do governo

Gastão Vieira destacou seu trabalho como secretário de planejamento e educação no Maranhão

Eduardo Bresciani, de Estadão.com.br

16 de setembro de 2011 | 17h24

BRASÍLIA - O ministro do Turismo Gastão Vieira assumiu o cargo na tarde desta sexta-feira, 16, dizendo querer articular o setor com outras programas do governo, como o Brasil Sem Miséria e o Pronatec. A imprensa não pode acompanhar a posse e o evento foi transmitido apenas pela TV NBR, canal oficial do governo federal. Entre a presidente Dilma Rousseff e o novo ministro estava o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), padrinho político de Vieira.

 

Vieira minimizou a simplicidade e o ambiente reservado do evento para a sua posse dizendo esperar que na sua saída seja possível ver os resultados de seu trabalho. “Quero agradecer essa cerimônia simples para que a saída seja cheia do sentimento do dever público”.

 

O ministro destacou seu trabalho como secretário de planejamento e educação no Maranhão, onde serviu ao agora ministro de Minas e Energia Edison Lobão e a atual governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do presidente do Senado.

 

Vieira comentou ainda a forma como foi convidado para o cargo na noite de quarta-feira. Ele se encontrou com a presidente e o vice, Michel Temer, por volta das 23 horas e disse ter aceitado a missão por não ter outra escolha. “Eu estava assustadíssimo quando recebi o seu convite, estava com tanto medo que nem que eu quisesse poderia dizer não.”

 

Em nenhum momento ele citou o antecessor, seu conterrâneo Pedro Novais, que foi demitido depois de denúncias de irregularidades na aplicação de recursos públicos.

 

Vieira procurou destacar o que pretende fazer a frente da pasta. Ele afirmou ser necessário trabalhar em conjunto com o programa Brasil Sem Miséria para que os beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família possam ser capacitados para trabalhar na área do turismo. Disse ainda querer fazer parceria com o Ministério da Educação dentro do programa Pronatec, destinado ao ensino profissionalizante.

 

O novo ministro destacou ainda ser necessário ampliar o mercado interno de turismo incluindo entre os consumidores a chamada nova classe média. “Precisamos colocar essa nova massa de brasileiro nos ganhos do turismo nacional”. Ele concluiu dizendo ter um antepassado que foi ministro da Marinha há 200 anos e disse que o medo que o levou a aceitar o cargo foi “acalmado pela emoção”.

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