Novo ministro defende contribuição de inativos

O futuro ministro da Previdência Social, Roberto Brant, que tomará posse amanhã, disse hoje no programa "Bom Dia Brasil", da TV Globo, que vai continuar defendendo a contribuição dos inativos para a Previdência. "Todas as vezes que a matéria foi submetida à Câmara eu votei favoravelmente", lembrou Brant. "Isso é uma questão de solidariedade social. O sistema é estruturalmente deficitário. Então eu acho que todos devem concorrer com o seu financiamento", defendeu. Ele observou, no entanto, que vai avaliar com cuidado, junto às lideranças dos partidos, para ver se há condições efetivas de aprovação da proposta. "O governo não deve praticar gestos inúteis. Mas eu deixo claro que ou este ano, ou ano que vem, ou em algum momento do tempo, os inativos deverão contribuir para o financiamento da previdência que é deficitária", afirmou. Brant disse ainda que vai continuar no esforço de acabar com a inadimplência de empresas. "O ministro anterior (Waldeck Ornélas) já havia feito um esforço muito grande", afirmou Brant, referindo-se à prisão de sonegadores como a advogada Georgina de Freitas. "Nós devemos atuar em duas frentes, simultaneamente. De um lado, apertando o cerco contra os devedores do sistema, de outro lado aperfeiçoando os controles para que possamos eliminar essa fraude permanente que é uma enfermidade crônica do nosso sistema", afirmou. Mesma equipeBrant disse que vai assumir o cargo sem mexer na equipe. "À medida que o tempo for passando serão substituídas as pessoas que eu julgar conveniente, do ponto de vista administrativo. Do ponto de vista político, ninguém vai sair. Ninguém sairá por razões de natureza política. Isso todos podem estar seguros", afirmou Brant. O futuro ministro disse ainda que vai pedir conselhos ao ex-ministro Waldeck Ornélas. "Eu como parlamentar sempre fui conselheiro do Waldeck. Em todas as dificuldades ele me convocava ao Ministério; eu e outros colegas parlamentares", lembrou o futuro ministro. "Eu tenho grande admiração pelo ex-ministro Waldeck Ornélas, ele fez uma administração brilhante, muito correta, de sorte que ele será meu conselheiro preferencial", acrescentou. "Ele acumulou uma grande experiência, tinha planos para o futuro e eu desejo prosseguir nesses planos", afirmou, lembrando que o presidente Fernando Henrique deseja manter os rumos da Previdência. "Ele (presidente) acha que os rumos estão corretos e que nós devemos agora é aprofundar e ampliar o esforço que vinha sendo feito".

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