Reprodução/Instagram/@cironogueira
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Novo ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira faz churrasco com Tarcísio, Faria e Campos Neto

Líder do Centrão no Congresso, o senador foi empossado na quarta, 4, na Casa Civil

Vinícius Valfré, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2021 | 18h10

BRASÍLIA - Recém-chegado ao primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro, o novo chefe da Casa Civil, ministro Ciro Nogueira (Progressistas), já está integrado a uma parte dos novos colegas de trabalho. O senador licenciado publicou nas redes sociais neste sábado, 7, uma foto preparando um churrasco com os também ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Fábio Faria (Comunicações) e com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

“Saboreando uma autêntica costela no fogo de chão”, escreveu na publicação. Na foto, os quatro aparecem lado a lado e sem máscaras de proteção facial. Nas últimas 24 horas, segundo os dados mais atualizados, o Brasil registrou 1.006 mortes pela covid-19. Ao todo, são mais de 561 mil vítimas no País.

Além de presidir a autoridade monetária, Campos Neto tem atuado junto a deputados e senadores como um interlocutor na área econômica e já foi citado como um possível sucessor de Paulo Guedes no Ministério da Economia em períodos em que o “casamento” do ministro e do presidente Jair Bolsonaro passou por crises.

A ida de Nogueira para o governo retirou parte do poder do "Posto Ipiranga de Bolsonaro". Ciro Nogueira substituiu o general Luiz Eduardo Ramos. Este, por sua vez, foi transferido para a Secretaria-Geral da Presidência, onde estava Onyx Lorenzoni.

O governo recriou a pasta do Trabalho para acomodar Onyx. A nova pasta será chamada de Ministério do Emprego e Previdência e acumulará funções que antes eram controladas por Paulo Guedes.

Líder do Centrão, Nogueira tomou posse como chefe da Casa Civil na última quarta-feira, 4. A nomeação dele foi mais uma investida de Jair Bolsonaro para agradar aos parlamentares e se blindar de denúncias no Congresso.

Antes de aderir ao bolsonarismo, Nogueira era apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fez campanha para o candidato do PT, Fernando Haddad, em 2018. No ano anterior, chegou a classificar Bolsonaro como "fascista". Quando anunciado como novo ministro, revisou o discurso. Ele tem dito que não é problema mudar de opinião "desde que seja para melhor".

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