Novo ministro da Justiça toma posse em cerimônia fechada

Na cerimônia, Lula lembrou que o novo ministro é concursado há 26 anos e 'conhece a máquina por dentro'

Leonêncio Nossa, da Agência Estado,

10 Fevereiro 2010 | 11h37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de empossar o novo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, em uma solenidade fechada, no Centro Cultural Banco do Brasil. Em discurso transmitido pelo sistema de som do CCBB, Lula disse ter total confiança em Barreto e que ele conseguirá dar "conta do recado". "Quanto mais trabalho e menos bochicho nós ganhamos com isso", recomendou o presidente.

 

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Lula disse esperar que Barreto continue o trabalho de Tarso Genro, que sai do cargo para se candidatar ao governo do Rio Grande do Sul. Lula elogiou, em especial, as ações de Genro, voltadas para a Polícia Federal. "Houve melhoria substancial nos salários do Ministério. Na Polícia Federal, houve não apenas o reconhecimento do trabalho da instituição, mas uma recomposição salarial e um aumento do efetivo, substancial, que mostra a importância da PF", afirmou. Para o presidente, Genro foi "ousado e impetuoso" no Ministério, dando "estabilidade à instituição". E sobre o novo ministro, lembrou que ele é concursado há 26 anos, "conhece a máquina por dentro, é amigo de todo mundo, conhece todo mundo e não tem como a gente não confiar num homem de carreira do Ministério da Justiça".

 

O presidente disse que optou por preencher as vagas de ministros por secretários executivos, porque eles já conhecem a estrutura da máquina. Segundo ele, a criação de um novo ministro implicaria em novo gabinete, novas contratações, e a máquina só voltaria a funcionar no fim do governo.

 

Lula aproveitou para dizer que em todas as áreas está conseguindo fazer um governo melhor, agora no segundo mandato, do que no primeiro. Citou como exemplo o Ministério da Justiça.

 

O presidente disse que a saída de um ministro é sempre um momento difícil, mas é mais sofrida quando o ministro não quer sair do governo, obrigando o presidente a demiti-lo. "O momento duro é quando cabe ao presidente tirar o ministro e ele acha que ainda não é hora de sair." Tarso Genro saiu mais cedo do cargo para se dedicar à campanha eleitoral do Rio Grande do Sul. O prazo máximo de permanência dos ministros que pretendem se candidatar às eleições de outubro, é início de abril.

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