Novo ministro da Educação destaca cautela e dificuldades

O novo ministro da Educação, Tarso Genro, admitiu hoje que sua missão à frente do Ministério será "extremamente difícil" e foi cauteloso em relação ao tema da reforma do ensino universitário, a qual seu antecessor, Cristovam Buarque, por ser acadêmico, teria tido dificuldades em realizar. Disse que vai discutir esse assunto mais tarde, e não de maneira afobada, em reunião com seu antecessor, que está em Portugal, e com quem conversou hoje por telefone. Admitindo que ser ministro da Educação será "o maior desafio político-administrativo" de sua vida, assegurou: "Mas vou cumpri-lo muito bem". Tarso Genro foi cauteloso nas respostas também quando lhe perguntaram se Cristovam teria sido demitido por causa das dificuldades na reforma universitária. "O presidente toma decisões em função de um projeto, e isso não quer dizer desabono a quem sai. Toda reforma enfrenta interesses, mas, no caso da Universidade, haverá um processo concreto, de conversas." O novo ministro fez a ressalva de que não se considera uma pessoa estranha ao mundo acadêmico, pois tem proximidade com a universidade e com os estudantes. Acrescentou que, durante sua gestão, haverá "afinidade" entre a estratégia do Ministério na reforma e os setores acadêmicos. Tarso Genro contou que foi sondado há dias para ocupar o cargo de ministro da Educação, mas que só hoje pela manhã recebeu o convite formal do presidente Lula. Sem comentários sobre CristovamEle afirmou que dará continuidade às prioridades que estavam sendo seguidas no Ministério por seu antecessor e não quis comentar o fato de Cristovam ter sido informado por telefone pelo presidente da República de que teria que deixar o cargo. "Não vou fazer juízo de valor das mudanças que o presidente fez", disse. Ainda segundo o relato de Tarso Genro, Cristovam declarou-se muito satisfeito com a escolha do sucessor no Ministério da Educação. Entre as prioridades do antecessor a que pretende dar continuidade, ele citou projetos que envolvem desde alfabetização até o ensino técnico e o universitário. "Temos uma história de ensino brasileiro que orgulha o País, e vamos continuar nessa direção", afirmou o novo ministro.

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