TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL
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Novo ministro da Defesa anuncia comandantes das Forças Armadas

Fernando de Azevedo e Silva anunciou o almirante Ilques Barbosa Junior para a Marinha, o comandante Edson Leal Pujol para o Exército e o tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez para a Aeronáutica

Tânia Monteiro, Breno Pires, Luciana Dyniewicz e Luísa Marini, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2018 | 17h20

O futuro ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva, anunciou na tarde desta quarta-feira, 21, os nome dos futuros comandantes das Forças Armandas no governo Bolsonaro. A Marinha será comandada pelo almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior. O comandante do Exército será Edson Leal Pujol. E a Força Aérea será comandada pelo tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez. As três indicações haviam sido antecipadas mais cedo pelo Broadcast/Estadão.

“Os nomes preenchem todos os requisitos, todos têm um currículo de excelentes serviços prestados à nossa Marinha, ao Exército e à nossa Força Aérea. Conto com eles e tenho certeza de que o futuro presidente das nossas Forças Armadas conta com eles”, disse.

Sobre mudanças na Defesa, ele avaliou que a pasta é a que menos sofre alterações. “Dentro da nova estrutura do novo governo, é o que menos muda, ou quase muda nada. É baseado nas Forças Armadas, na Marinha, no Exército e na Força Aérea, instituições sólidas e muito organizadas”, disse Fernando de Azevedo e Silva.

O futuro titular da Defesa disse que a atuação das Forças Armadas na segurança pública pode existir, mas entende que só é apropriada em caso de emergência. “Esporadicamente e eventual, como uma urgência”, disse, sobre a possibilidade de atuação, afirmando não poder julgar se hoje a presença é excessiva ou não.

No caso da intervenção no Rio de Janeiro, que tem vigência até 31 de dezembro, o ministro comentou que não há previsão de prorrogação nem pedido até agora. O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, cogita pedir a prorrogação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

“Tem duas formas. A intervenção termina em 31 de dezembro. O que ele pode solicitar mas não solicitou é a prorrogação da GLO ou não”. Se for solicitado, segundo ele, isso deverá passar por estudos.

Azevedo e Silva afirmou também que não houve nenhuma conversa nem contato com outros países a respeito de qualquer possibilidade de intervenção na Venezuela. Sobre a presença nas fronteiras e o combate ao narcotráfico, disse que as Forças Armadas "têm feito a sua parte". 

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