Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Novo líder do PMDB não faz governo 'tremer nas bases', diz ministro

Pepe Vargas (Relações Institucionais) descarta problemas por causa de Picciani, que em 2014 apoiou candidatura de Aécio Neves

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2015 | 11h52

BRASÍLIA - Um dia depois de o PMDB eleger um aliado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para liderar a bancada do partido na Câmara, o ministro-chefe das Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, disse nesta quinta-feira, 12, que o governo não está "tremendo nas bases" com a eleição de Leonardo Picciani (RJ) para o posto.

"(O governo) Não está tremendo nas bases porque o PMDB elegeu o seu líder, é um processo tranquilo, já falei com o Picciani ontem", disse Pepe Vargas a jornalistas, depois de participar de reunião do Sistema de Assessoramento para Assuntos Federativos (SASF), no Palácio do Planalto. "Não tenho nenhum problema com ele (Picciani), não", comentou o ministro.

Em entrevista ao Estado, Picciani defendeu uma candidatura própria do PMDB para a Presidência da República em 2018. Picciani, que nas eleições de 2014 apoiou a candidatura de Aécio à Presidência, se disse disposto a dialogar com o governo, mas afirmou que o partido não vai abrir mão de defender suas teses.

De acordo com o deputado, a criação de uma CPI da Petrobrás "não é para favorecer nem prejudicar o governo". "A visão que temos da CPI é que ela precisa esclarecer os fatos, punir eventuais culpados, mas sobretudo recuperar a credibilidade da Petrobrás", disse o peemedebista.

Conforme informou nesta quinta-feira o Estado, na tentativa de reagir à crise política que enfrenta com uma série de derrotas no Congresso, a presidente Dilma Rousseff decidiu recorrer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reúne hoje em São Paulo.

Questionado se ter Picciani como líder do PMDB na Câmara e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como presidente da Casa não seria "demais", Pepe Vargas respondeu: "Não, não é demais, não."

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