Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Novo líder do PMDB na Câmara diz ser contra recriação da CPMF

Deputado Baleia Rossi (PMDB-SP) quer reforma da Previdência que mantenha os 'direitos adquiridos'

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2016 | 20h37

Brasília - O novo líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), disse ser contra a proposta de recriação da CPMF, já cogitada por membros da equipe econômica do presidente em exercício Michel Temer. Em entrevista ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, ele avaliou que "essa não é a pauta do momento".

Escolhido por aclamação para o posto, Rossi defendeu a reforma da Previdência, desde que sejam preservados os "direitos adquiridos". Sobre a possível votação da cassação do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-R), ele disse que o assunto será debatido pela bancada "no momento certo".

Quais suas prioridades como líder do PMDB?

É uma honra assumir a liderança do PMDB nesse momento de unidade da bancada. O PMDB é a principal bancada, e a unidade da bancada é fundamental para que possamos debater, avaliar e discutir, mas também votar medidas extremamente importantes para solucionar a crise. A responsabilidade da bancada do PMDB é muito grande em termos de participação no plenário da Câmara e por termos o presidente Michel Temer.

Como vê a proposta de recriação da CMPF?

Assumi compromisso com a bancada de defender como líder aquilo que vai ser discutido pelos deputados e decido pela maioria.

Mas e pessoalmente?

Pessoalmente sou contra. Já foi falado de maneira bastante clara que essa não é a pauta do momento. O País tem outras prioridades. O presidente Michel tem dado exemplo de austeridade, de responsabilidade ao diminuir o número de ministérios, de cargos comissionados. Isso é uma sinalização absolutamente positiva de que governo está dando exemplo. O próprio governo já sinalizou que não é o momento.

Concorda com a necessidade de reforma da Previdência?

De maneira geral, o País vai precisar de medidas que sejam saneadoras e que garantam que o País tenha uma futuro promissor. Não posso individualizar esses temas. Em relação à preservação de direitos adquiridos, o presidente Michel já foi muito claro que não pretende mexer nos direitos adquiridos do trabalho, portanto não há o que falar.

Como pretende orientar a bancada em uma possível votação de cassação de Eduardo Cunha?

Como todo os demais temas, temos que debater com a bancada. Não posso como líder fazer posicionamento que não represente a bancada. Esse é um caso que está sendo tratado no Supremo Tribunal Federal no Conselho de Ética. No momento certo, vai ser discutido. Vai ser uma discussão que vai ser colocada na bancada.

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