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'Novo governo' e 'governo provisório' são apelidos da nova gestão

Senadores devem voltar a votar sobre o impeachment de Dilma em um prazo de até 180 dias

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2016 | 08h13

BRASÍLIA - Menos de uma hora após o resultado da votação do Senado que sentenciou o afastamento da presidente Dilma Rousseff, já surgiram alcunhas para a nova gestão, liderada agora por Michel Temer (PMDB-SP). Com viés político, senadores se dividiram na hora de chamar a atual administração de "novo governo" ou "governo provisório".

"Novo governo" é o apelido dado pelos senadores da bancada do PMDB e apoiadores que vão compor agora a base de Michel Temer no Congresso. O presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), usou o termo para explicar quais seriam as prioridades da gestão. "A prioridade do novo governo é primeiro construir uma estabilidade política no Congresso para ancorar todo tipo de medida necessária e restabelecer o rumo do País", disse o peemedebista às portas do plenário, logo após a decisão do Senado que afastou a presidente Dilma Rousseff por 55 votos a 22.

Do outro lado do discurso, e agora assumindo o papel da oposição, os senadores do PT e da base de apoio de Dilma chamam a gestão Temer de "governo provisório". O intuito é fortalecer a ideia de que a presidente ainda não perdeu o seu mandato e que a nova votação para julgamento de Dilma pode reverter a situação e devolver a cadeira da Presidência à ela. Os senadores devem voltar a votar sobre o impeachment de Dilma em um prazo de até 180 dias.

"Vamos ver o que vão apresentar nessas primeiras semanas desse governo provisório", disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), ao afirmar que o PT fará forte oposição à administração de Temer. De acordo com ele, a gestão será de "crise" e o peemedebista vai sofrer com a pressão das ruas.

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