Novo governador diz que vai trabalhar para unir o Ceará

O governador eleito do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou nesta segunda-feira, 27, que vai trabalhar para unir o Estado. Ele disse que pretende ouvir categorias trabalhistas e manter diálogos com elas. "Vamos priorizar o diálogo. Eu vou me comprometer, até dezembro, a dialogar com várias categorias", afirmou.

CARMEN POMPEU, Estadão Conteúdo

27 de outubro de 2014 | 17h59

Vencedor de uma disputa bastante acirrada contra Eunício Oliveira (PMDB), Camilo Santana terá pela frente como primeiro desafio unir a polícia militar, cuja tropa ficou divida durante a campanha entre a candidatura dele e a de Eunício, que tinha como principal apoiador o ex-policial Capitão Wagner (PR), eleito deputado estadual como maior votação na história do Ceará. "O meu papel vai ser de unir e garantir a segurança da população cearense", disse o petista.

Ele afirmou que vai dividir responsabilidades com a vice, Izolda Cela (Pros), que ficará responsável principalmente pela área da Educação. Izolda foi secretária desta área durante o governo de Cid Gomes (Pros), padrinho da candidatura de Camilo.

Eleito com o apoio dos irmãos Cid e Ciro Gomes, Camilo é o primeiro petista a se tornar governador do Ceará. Mas, além da polícia, ele terá como outro desafio unir a própria legenda da qual faz parte. Isso porque o partido saiu também dividido em Fortaleza, onde o opositor Eunício obteve 57% dos votos. Na cidade, o diretório municipal do PT tem mais afinidade com a ex-prefeita Luizianne Lins, desafeto dos Gomes, e que, por esse motivo, se recusou a fazer campanha para Camilo.

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