Novo esforço concentrado pode não ajudar governo

O governo terá dificuldade para aprovar os projetos de seu interesse na Câmara - a nova Lei de Falências e o marco regulatório das agências - no próximo esforço concentrado marcado para os dias 14, 15 e 16 de setembro. Além da tensão política entre governo e a oposição e a insatisfação da base com o Palácio do Planalto, seis medidas provisórias estarão trancando a pauta dos trabalhos no primeiro dia do período de convocação. Outras cinco passarão a trancar a pauta da Câmara no dia 15. Em outubro, após as eleições municipais, os deputados encontrarão mais seis MPs trancando a pauta à espera de votação quando voltarem do recesso branco.Está incluída nessa nova lista, a medida provisória que dá status de ministro ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para que ele tenha direito a foro privilegiado e só possa ser processado e julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A MP passa a trancar os trabalhos do plenário da Câmara a partir do dia 30 de agosto, se até essa data não for apreciada pelos deputados.A segunda etapa da convocação extraordinária de agosto terminou sem que o governo conseguisse aprovar também seus projetos prioritários que estão no Senado, o que cria as parcerias público-privadas (PPP), o da Lei de Informática e o da Lei de Biossegurança.

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