Novo embaixador dos Estados Unidos chega hoje a Brasília

Indicado por Barack Obama, Shannon teve aprovação protelada por oito meses pelo Senado norte-americano

Agência Brasil,

08 de janeiro de 2010 | 10h52

O novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, chega nesta sexta-feira, 8, em Brasília. Por oito meses, o Senado norte-americano protelou sua aprovação. Ex-subsecretário do Departamento de Estado para as Américas, Shannon foi indicado pelo presidente Barack Obama. A indicação foi aprovada no último dia 24 pelos senadores. Anteriormente havia recebido dois vetos, motivando ainda mais o atraso.

 

A previsão é que Shannon apresente suas credenciais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana. A escolha de seu nome para comandar a Embaixada dos Estados Unidos foi comemorada pelo governo brasileiro, pois demonstra uma deferência ao Brasil considerando que Shannon é um dos ícones da diplomacia norte-americana.

 

Ele tem uma longa carreira diplomática e já serviu no Brasil como assistente da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília (1989 a 1992). Ele atuou também nas embaixadas da Venezuela - país com o qual os Estados Unidos mantêm uma delicada relação política - e da África do Sul - no período das negociações pelo fim do apartheid (segregação racial).

 

O novo embaixador tem fluência em português e uma carreira acadêmica consolidada - com mestrado e doutorado na Universidade de Oxford. Ele substitui Clifford M. Sobel, indicado pelo ex-presidente George W. Bush.

 

Até novembro de 2009, Shannon ocupava o cargo de subsecretário do Departamento de Estado para as Américas. Apesar de sua longa carreira diplomática, ele recebeu dois vetos à indicação - um deles foi apresentado do senador republicano Jim DeMint (oposição a Obama), do estado da Carolina do Sul, que criticou sua atuação em relação à crise política em Honduras.

 

O outro veto foi de outro senador republicano George LeMieux (também de oposição a Obama), da Flórida, que justificou discordar de suas posições sobre o regime político de Cuba e a condução das negociações dos Estados Unidos em relação à crise em Honduras. Ao final, De Mint e LeMiex suspenderam os vetos.

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