Novo diretor-geral da PF promete sistema de inteligência integrado

Delegado Leandro Daiello Coimbra tomou posse nesta 6ª; segundo o ministro José Eduardo Cardozo, PF será 'o braço direito, o esquerdo e o corpo' do governo federal contra crime organizado

Fausto Macedo e Vannildo Mendes / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2011 | 11h00

O novo diretor-geral da Polícia Federal, delegado Leandro Daiello Coimbra, tomou posse na manhã desta sexta-feira, 14, em Brasília e garantiu que "o combate à corrupção, ao tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro será incessante".

 

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Daiello disse que "o enfrentamento se dará através de diversas medidas: descentralização, fortalecimento da Academia Nacional de Polícia, uma política forte de gestão de pessoal, capacitação dos policiais, consolidação de um sistema de inteligência estruturado, ampliação de parcerias, inserção internacional, qualidade da prova e uma corregedoria forte".

 

'Estado é mais forte que o crime'

 

Em sua fala, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a Polícia Federal terá papel central no combate à corrupção, à violência e ao crime organizado, no governo Dilma Rousseff. Ele disse que a entidade vai pautar a sua atuação pelo rigor na qualidade das provas e pela ação republicana. Segundo ele, o êxito do governo Dilma Rousseff dependerá diretamente da Polícia Federal. "A Polícia Federal será o braço direito, o esquerdo e o corpo do governo federal no enfrentamento ao crime organizado", disse o ministro. "O Estado é mais forte do que o crime e o governo Dilma provará isso. Se a Polícia Federal fracassar, fracassará o Ministério da Justiça. Se o Ministério da Justiça fracassar, fracassará todo o governo e consequentemente o povo brasileiro", disse o ministro.

 

Cardozo disse que os desafios são grandes, defendeu que a Polícia continue agindo com rigor técnico, punindo exemplarmente os seus membros que cometerem desvios. "Os desvios serão rigorosamente punidos, honestidade e republicanismo serão o ponto de partida e o ponto de chegada na Polícia Federal", enfatizou o ministro.

 

Em entrevista coletiva depois da posse, o ministro disse que ofereceu toda a ajuda possível de sua pasta ao governo e ao povo do Rio de Janeiro no enfrentamento das consequências das chuvas. O Ministério já mandou cerca de 250 policiais da Força Nacional de Segurança e está mapeando outras formas de ajuda ao Estado. Cardozo disse que a responsabilidade pela tragédia do Rio tem conotação ambiental, mas também deriva de um problema histórico de falta de moradia."As pessoas moram em área de risco não porque querem, mas porque precisam e porque em algum momento o poder público falhou. São várias as responsabilidades", afirmou. Ele informou que esse assunto deve ser discutido nesta sexta-feira, 14, na reunião ministerial com a presidente Dilma Rousseff, a partir das 14 horas, no Palácio do Planalto.

 

(Atualizada às 12h18 para acréscimo de informações)

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