Novo diretor assinou nomeação da modelo

Gazineo diz que obedecia a Agaciel, mas é pressionado a deixar cargo

Leandro Cólon e Rosa Costa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

15 de junho de 2009 | 00h00

A nomeação de Nathalie Rondeau para trabalhar no Conselho Editorial do Senado foi assinada pelo ex-diretor adjunto e hoje diretor-geral, José Alexandre Gazineo. Ele tem negado desde a semana passada a existência de atos secretos dentro da Casa e alega que apenas assinava o que o então diretor-geral Agaciel Maia determinava. O argumento não tem convencido e põe o atual diretor, que comanda um orçamento de R$ 2,7 bilhões, sob pressão. Parlamentares exigem a saída do diretor-geral, que assumiu o cargo em março. Consideram insustentável sua permanência no comando administrativo da Casa. Gazineo, que trabalhou cinco anos como adjunto de Agaciel, também tem sido aconselhado por amigos a deixar a função nos próximos dias. Sarney resiste a tomar a decisão de afastá-lo. Não esconde, porém, que pretende colocar no lugar dele a diretora-geral adjunta, Doris Marize Romariz Peixoto, que assumiu esse cargo há dois meses. O nome dela seria uma forma de pôr no comando administrativo do Senado alguém com a mesma confiança que depositava em Agaciel Maia. Antes de assumir a direção adjunta, Doris era chefe de gabinete da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). Integrante da comissão que analisa a produção dos atos secretos, Doris tem sido orientada a adotar o discurso de que foi um erro técnico de publicação, deficiência do sistema, mesmo argumento do ex-diretor Agaciel Maia.

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