Novo cotado para a Agricultura tem processo na Justiça

O deputado federal Waldemir Moka Miranda Britto (PMDB-MS), novo cotado para assumir o Ministério da Agricultura, figura como réu em oito processos, na pauta de julgamentos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Segundo a assessoria do parlamentar, Moka desconhece a existência dos processos e nunca foi notificado em nenhum. Todos foram impetrados pela Vara de Execução Fiscal da Fazenda Pública Municipal de Campo Grande, principalmente cobranças de dívidas de Imposto Territorial e Urbano (IPTU) não pagas há pelos menos quatro anos.Os nomes de Moka e de mais cinco peemedebistas estão entre os possíveis substitutos de Odílio Balbinotti (PMDB-PR), que desistiu da indicação após ter seu nome envolvido em irregularidades.Porém, esta tarde, outro nome ganhou força para o cargo, o do deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), segundo fontes do setor de agronegócio. A nova indicação teria interferência do ex-governador do Mato Grosso do Sul, José Orcírio (o Zeca do PT).Em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Zeca do PT fez críticas a Moka. Apesar de primos, os dois são inimigos políticos. Moka chegou a admitir nesta segunda-feira o favoritismo de Micheletto e chegou a dizer que não será ministro. ExplicaçãoSobre a pendência com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, a assessoria do parlamentar informou que o assunto deve ser relacionado à doação de dois terrenos situados no bairro Rita Vieira, periferia de Campo Grande. A doação seria para a Associação de Murtinhens, entidade que congrega pessoas nascidas em Porto Murtinho, cidade natal de Zeca do PT. Conforme informações do assessor Antônio Carlos "as áreas foram repassadas à entidade, a qual passou a ser responsável pelo pagamento de impostos e taxas que incidem sobre o bem. Os outros dois processos referem-se à privatização do porto de Murtinho pela família do ex-governador Zeca do PT. Um deles movido por Zeca do PT e outro pelo irmão do ex-governador Heitor Miranda, ambos beneficiados na operação. A Executiva Estadual do PMDB, à época, condenou a forma com que o porto passou às mãos da iniciativa privada, ainda mais por envolver a família do então governador.

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