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Novo boicote emperra sessão na Câmara de São Paulo

A guerra pela presidência da Câmara Municipal de São Paulo travou mais uma vez as votações previstas para os últimos dois meses do ano. Ontem, pela quinta vez em 32 dias, vereadores do "centrão" e do PT boicotaram a sessão do Legislativo por causa das articulações do prefeito Gilberto Kassab (DEM) a favor da candidatura do líder de governo, José Police Neto (PSDB), à direção da Casa. O adversário do tucano na eleição do dia 15 de dezembro é o vereador Milton Leite (DEM), que tem o apoio dos 11 petistas e de 16 do "centrão".

AE, Agência Estado

24 de novembro de 2010 | 10h56

Na semana passada, também por causa da disputa pela presidência, a votação do projeto de lei que estabelecia um cronograma para a substituição das sacolas plásticas no comércio paulistano até 2014 foi adiada, a pedido da bancada petista e do "centrão". Nos últimos dois dias, as lideranças não conseguiram acordo para retomar a votação de projetos do Executivo. Estão à espera o aumento de 12% para a Guarda Civil Metropolitana (GCM), a concessão do mobiliário urbano, que permite à iniciativa privada assumir a exploração dos relógios e termômetros de rua, e a autorização para a contratação, por meio de concurso público, de 700 novos professores para a rede municipal.

As lideranças não conseguiram acertar nem mesmo a votação marcada para hoje de propostas de vereadores, como o que proíbe o som alto em aparelhos portáteis e em carros parados e o que concede isenções fiscais aos comerciantes que tornarem abertos ao público seus banheiros. Outro projeto assinado por todos os líderes de partido, que concede alvará provisório de 1 ano a cerca de 1 milhão de comerciantes irregulares, segue sem previsão de ser levado a plenário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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