Novo 'blocão' entre MDB e PP garante presidência da Comissão do Orçamento

Novo grupo terá a maior bancada da Câmara, com 232 parlamentares, superando o bloco do PR com outras 10 legendas

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 12h09

BRASÍLIA - Partidos da base aliada com as maiores bancadas na Câmara dos Deputados, MDB e PP formalizaram na terça-feira, 27, a criação de um novo bloco parlamentar na Casa. Formado por 10 partidos, o novo grupo terá a maior bancada da Casa, com 232 parlamentares, superando o blocão de 201 deputados criado na semana passada pelo PR e outras 10 legendas.

Com o novo grupo, o MDB deve garantir a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, para a qual pretende indicar o deputado Daniel Vilella (MDB-GO). Com isso, o partido desbancou o PR, que articulou o blocão de 201 deputados na tentativa de garantir o comando do colegiado para a sigla, que indicaria o deputado Milton Monti (PR-SP) para o posto.

Além de MDB e PP, o novo blocão é formado por DEM, PSC e até por partidos da oposição, como PSB, PDT, PCdoB, PEN, Podemos e PHS. O grupo será liderado pelo deputado Arthur Lira (AL), líder do PP na Câmara. O bloco do PR, por sua vez, é formado por PSDB, PSD, PRB, PTB, SD, PPS, PV, PROS, PSL e PRP e liderado pelo líder do próprio PR, deputado José Rocha (BA).

A CMO é formada tanto por deputados quanto por senadores, que se revezam todos os anos entre a presidência da comissão e a relatoria do Orçamento. No ano passado, o comando do colegiado ficou com o Senado e a relatoria, com a Câmara. Como tem a maior bancada no Senado, o MDB indicou o senador Dário Berger (MDB-SC) para presidente e o PP, após acordo com demais siglas, o deputado Cacá Leão (PP-BA) como relator.

Em 2018, a presidência da comissão caberá a um deputado. Dono da maior bancada individual na Câmara, o MDB reivindicou o posto. O PR, porém, articulou a formação do blocão para superar o tamanho da bancada emedebista. Como reação ao blocão, MDB e PP articularam a formação de outro blocão.

Esses novos blocos só valerão para comissões do Congresso Nacional. Isso porque, para as comissões permanentes da Câmara, o entendimento vigente é o de que são válidos os blocos formados no início da atual legislatura, em fevereiro de 2015.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.