Nove deputados do PT votaram contra orientação do governo

O governo conseguiu repetir a vitória na Câmara na votação do salário mínimo com praticamente a mesma margem de vantagem de votos. No dia 2, o governo venceu com 99 votos de diferença e, hoje, por 100 votos. O placar registrou 172 votos a favor dos R$ 275, 272 votos contra e 4 abstenções, e 64 deputados se ausentaram na votação. O PT foi um dos partidos da base que apresentaram aumento da dissidência, 10% da bancada. Dos 89 petistas, 9 votaram contra a orientação do governo e a favor do projeto de conversão do Senado que previa um mínimo de R$ 275,00.Na votação passada, foram apenas 5 dissidentes. No PT, a novidade foi a mudança de posição dos deputados Mauro Passos (SC), Paulo Rubem Santiago (PE), que votaram hoje contra o governo e na votação do dia 2 de junho deram aval aos R$ 260. Além disso, os deputados Maninha (DF) e Orlando Fantazzini (SP), que na primeira votação estavam ausentes, votaram hoje com os R$ 275. Mantiveram seus votos contrários à orientação do governo os deputados petistas: Chico Alencar (RJ), Doutora Clair (PR), Ivan Valente (SP), João Alfredo (CE) e Walter Pinheiro (BA). Enquanto o PT do presidente Lula aumentou a dissidência, o do seu vice, José Alencar, foi o mais fiel ao Planalto: 90,9% do PL votaram contra o valor de R$ 275,00. Dos 44 deputados, 40 votaram com o governo, 2 contra e 2 se ausentaram. No PC do B houve aumento na dissidência: foram dois votos contrários ao governo, cinco favoráveis e dois não votaram, de uma bancada de 9 deputados. Na votação anterior, apenas 1 deputado votou contra, seis a favor do governo e 2 faltaram. O PP também surpreendeu com aumento votos contrários ao Palácio do Planalto: dos 54 deputados, 32 votaram com o governo, 13 votaram contra e 9 estavam ausentes. Na primeira votação, a fidelidade ao Planalto foi bem maior, 40 votos com o governo e apenas 6 contrários. Já no PMDB, o número de votos contrários ao governo diminuiu. Dos 77 deputados, 23 votaram contra o governo, 41 a favo r e 13 não compareceram. Na votação do dia 2 de junho, 32 peemedebistas votaram contra o governo, 39 a favor e 7 ausentes. O presidente do partido, Michel Temer (SP), fez questão de declarar seu voto contra o governo no microfone. A bancada do PPS saiu dividida. Dos 22 deputados, 10 votaram contra o governo e 11 a favor. Um se ausentou. O PSB deu 14 votos favoráveis ao governo de sua bancada de 20 deputados. Dois votaram contra o governo e 4 não votaram. Um dos motivos pelo qual o governo conseguiu aum entar seu placar foi a ausência de 7 deputados do PDT que foram no velório do corpo do ex-governador e presidente do partido, Leonel Brizola. Na primeira votação foram 10 votos contrários ao governo e dois deputados ausentes. Hoje, foram 4 votos contrários ao governo e 1 a favor. Os partidos de oposição também apresentaram dissidências.Dois deputados do PSDB e dois do PFL não seguiram a orientação do partido e votaram contra o valor do mínimo de R$ 275. Os pefelistas Clóvis Fecury (MA), que não tinha votado na vez passada, e Lael Varella (MG), que repetiu o voto a favor do governo e, agora, poderá ser punido pelo partido. Os tucanos Ariosto Holanda (CE) e Átila Lira (PI) repetiram os votos favoráveis ao governo.

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