Novas testemunhas depõem amanhã em Campinas

O delegado de Homicídios de Campinas, José Roberto Micherino, deverá ouvir amanhã três depoimentos que podem nortear as investigações da morte do prefeito Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT. Serão ouvidos dois vigilantes do shopping, que fica na Avenida Mackenzie, onde ocorreu o crime, e o motorista do Vectra verde, cuja identidade a polícia mantém em sigilo.Segundo o delegado seccional, Osmar Porcelli, há indícios de que o Vectra prata, encontrado abandonado perto do local do crime, tenha tentado assaltar o proprietário do Vectra verde. A polícia está investigando impressões digitais deixadas no Vectra prata, mas ainda não há nenhum resultado. A polícia também não confirmou que o Vectra prata tenha sido utilizado pelos assassinos de Toninho.Os vigias e o motorista do Vectra verde poderão contribuir na identificação visual dos assassinos. Segundo o advogado criminalista, nomeado pela prefeitura e pela família de Toninho para atuar no caso, Ralph Stettiger, há grande probabilidade de que o Vectra prata tenha sido usado pelos criminosos para abordar o prefeito. Porcelli não confirma essa informação, mas diz que o carro é um elemento importante nas investigações. Crime político - Stettiger comentou que entrou no caso acreditando em crime contra o patrimônio, mas atualmente aposta em atentado político. Ele disse que o depoimento das possíveis testemunhas oculares e a identificação das digitais encontradas no Vectra prata podem ser vitais para as investigações.Há informações de que os ocupantes do Vectra prata teriam abordado o motorista do Vectra verde cerca de uma hora antes do assassinato do prefeito. Eles teriam tentado assaltado o motorista e, como não conseguiram, deram três tiros de uma arma calibre 45. Segundo Porcelli, a perita da seccional apontou que há resíduos de tinta no Vectra prata indicando uma colisão com o Vectra verde.Depois disso, os ocupantes do carro prata teriam se dirigido até a Avenida Mackenzie e nesse ponto há duas versões para o caso: o delegado disse que o Vectra prata pode ter sido simplesmente abandonado perto do local do crime ou pode efetivamente ter participado do assassinato.

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