Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Novas protestos contra governo Dilma levam cerca de 660 mil às ruas

Números foram inferiores aos cerca de 1,9 milhão de pessoas que foram às ruas no dia 15 de março; maior concentração ocorreu na Avenida Paulista

O Estado de S. Paulo

12 Abril 2015 | 18h59

Atualizada às 19h

Em nova onda de protestos contra o governo federal em um mês, cerca de 660 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, foram às ruas em 24 Estados e no Distrito Federal. A maior concentração ocorreu na capital paulista, onde a PM registrou 275 mil pessoas na Avenida Paulista, número bem inferior ao divulgado no dia 15 de março, quando a PM registrou mais de 1 milhão de pessoas. Segundo o instituto Datafolha, a manifestação deste domingo, 12, registrou 100 mil pessoas, também inferior aos 210 mil registrados no dia 15 de março pelo instituto.

Organizados pelos grupos Vem Pra Rua, Revoltados On Line e Movimento Brasil Livre, os atos estavam previstos para ocorrer em 400 cidades, mas, segundo levantamento do Estado, ocorreram em 152 municípios pelo País.  

Em Brasília, a manifestação começou às 9h30 e a principal bandeira era de críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff e ao partido dela, o PT. Algumas faixas elogiavam o papel da Polícia Federal nas investigações da Operação Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobrás. Os organizadores terminaram a manifestação com a palavra de ordem: "Dilma vá para Cuba!"

Em Belo Horizonte, o ato começou na Praça da Liberdade, às 10 horas, e seguiu para a Praça da Estação, no centro da cidade. Conforme a Polícia Militar, na praça da Estação, o pico de pessoas presentes chegou a 6 mil, um pouco a mais do que no local de concentração, que foi estimado em 5 mil. Lideranças dos movimentos organizadores, porém, contabilizaram 20 mil pessoas na Praça da Estação e umas 15 mil na Praça da Liberdade. Mesmo com números diferentes, eles estão bem distantes do ato do dia 15 de março, quando, segundo a PM, 24 mil pessoas participaram. Havia a expectativa da presença do senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, o que não ocorreu.

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Divisão. No Rio de Janeiro, o ato pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em Copacabana (zona sul), foi menor do que aquele promovido em 15 de março, especialmente em razão de uma cisão entre os grupos organizadores, que trocaram acusações e defendem soluções diferentes para a crise política brasileira. Cada qual com seu carro de som, eles ocuparam uma pista da avenida Atlântica ao longo de um quilômetro, entre os postos 5 e 6.

Os grupos Vem pra Rua e Revoltados On Line iniciaram seus atos às 11h, enquanto os grupos União Contra a Corrupção (UCC), Movimento Brasil Livre, Extermínio e O Pesadelo dos Políticos, que dividiram o terceiro carro de som, partiram às 14 horas. O grupo Vem Pra Rua, que estimou em 100 mil o público de março, desta vez calculou ter atraído 110 mil, mas o ato foi visivelmente menor. A PM não calculou o público.

O principal motivo para a cisão entre os grupos é uma troca de acusações sobre financiamento por partidos políticos. O Vem pra Rua é acusado pelos demais de ser bancado pelo PSDB, mas nega. "Não recebemos dinheiro de nenhum partido, justamente para poder criticar. Isso só divide os movimentos", diz a dentista Rizzia Arrieiro, porta-voz do Vem pra Rua.

Veja em quais outras cidades pelo País ocorreram atos:

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