Novamente, Quintanilha adia anúncio de relator do caso Renan

O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), adiou mais uma vez a escolha do relator do terceiro processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que trata da denúncia de compra de duas rádios e uma emissora de jornal por meio de "laranjas" em sociedade com o usineiro João Lyra. Quintanilha disse que tem dificuldades para encontrar alguém que aceite o cargo. Hoje ele anunciou apenas que o principal aliado de Renan, Almeida Lima (PMDB-SE), ficará com a relatoria do quarto processo, que se refere à suspeita de coleta de propina em ministérios chefiados pelo PMDB.Ao lado de Quintanilha, Adelmir Santana (DEM-DF), vice-presidente do Conselho, foi irônico e, diante da "dificuldade" em encontrar um relator, propôs a dissolução do órgão. "Só há um caminho: a dissolução do Conselho e a convocação das vacas sagradas da Casa para ver se eles têm a coragem de ser relatores." Ele sugeriu que a vaga fique com a senadora Fátima Cleide (PT-RO). Suplente no colegiado, teria, porém, que ter seu nome aprovado em plenário para substituir um dos titulares da base do governo.Quintanilha prometeu para a terça-feira o anúncio do futuro relator e já admitiu convocar alguém da oposição. "Fiz duas consultas hoje e estou aguarda resposta", afirmou. Ele disse que não chegou a convidar nem o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) nem o senador Jefferson Peres (PDT-AM) para a relatoria. Os dois já afirmaram reiteradas vezes que têm disposição para aceitar o desafio. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) também já se colocou à disposição para relatar o processo, mas não chegou a ser convidado por Quintanilha.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.