Nova relatora da CPI dos Grampos quer indiciamento de Dantas

Segundo Iriny, há indícios de que banqueiro tenha realizado escutas ilegais, o que precisa ser melhor apurado

Agência Brasil

06 de maio de 2009 | 15h52

A nova relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas, deputada Iriny Lopes (PT-ES), decidiu incluir o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, nos pedidos de indiciamento da CPI . De acordo com ela, há fortes indícios de que Dantas tenha realizado escutas ilegais, o que precisa ser melhor apurado pelo Ministério Público.

 

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"Mesmo que ele já esteja sendo investigado pela Polícia Federal, com ações no Ministério Público e no Judiciário, acreditamos que a inclusão reforça a necessidade de se apurar também escutas clandestinas executadas a mando do banqueiro. A CPI não tem poder de indiciamento, mas de colaborar com o encaminhamento da documentação ao Ministério Público e requerer abertura de ação contra os denunciados", disse a parlamentar.

 

O relatório da CPI dos grampos, como também é conhecida a comissão que investigou as escutas telefônicas clandestinas, havia sido lido na semana passada pelo antigo relator, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), que não incluiu o nome de Dantas nos pedidos de indiciamento. Depois disso, Iriny assumiu o lugar de Pellegrino (PT-BA), que se licenciou para ocupar a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado da Bahia.

 

Além do voto do relator, outros quatro foram apresentados em separado pelo PSOL, por deputados do PSDB e do PPS, pelo deputado Laerte Bessa (PMDB-DF) e pelo próprio presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).

 

O voto dos deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR), William Woo (PSDB-SP), João Campos (PSDB-GO), Raul Jungmann (PPS-PE), Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) sugere o encaminhamento ao Ministério Público para punir, por "improbidade administrativa" e por omissão, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix; o delegado Paulo Lacerda, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha; e o agente da Abin Márcio Seltz, entre outros.

 

Já o voto em separado apresentado por Laerte Bessa pede o "desindiciamento" de algumas pessoas incluídas no relatório de Pellegrino. Entre elas, o sargento Idalberto Martins de Araújo. Bessa também propõe a rejeição de parte do relatório.

 

O voto em separado do PSOL pede que seja excluído do relatório o pedido de indiciamento do sargento Idalberto Martins de Araújo e defende o indiciamento de Dantas por interceptação telefônica ilegal.

 

O presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) também propõe em seu voto o indiciamento de Dantas e dos delegados Paulo Lacerda, Protógenes Queiroz e Milton Campana.

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