Nova plataforma vai demorar 8 meses

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, disse há pouco, em seudepoimento na Câmara dos Deputados, que a Petrobrás deve demorar cerca de oito meses para colocar em operação uma novaplataforma de exploração de petróleo em substituição à P-36, que sofreu explosões em meados de março e afundou na Baciade Campos, no Campo de Roncador.O diretor da ANP prestou depoimento de quase cinco horas e meia em uma sessãoconjunta da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias e da Comissão de Minas e Energia.SegundoZylbersztajn, os equipamentos P-38 e P-40, apontados como eventuais substitutos da plataforma acidentada, estão sendoprogramados para produzir petróleo no campo de Marlin Sul, também na Bacia de Campos.Em relação à P-38, Zylbersztajndisse que a Justiça do Trabalho cumpriu seu papel ao impedir o deslocamento da plataforma do estaleiro, no Rio de Janeiro,para a Bacia de Campos.O diretor da ANP observou que a Justiaça trabalhista é um dos setores de apoio na certificação deequipamentos de exploração de petróleo.Zylbersztajn disse também que a P-38 iria para Marlin Sul, mas não entraria emoperação antes de ser submetida a uma avaliação e de atender a todas as exigências.O diretor-geral da ANP afirmou tambémque a direção da Petrobrás, antes do acidente com a P-36, que causou 11 mortes, não recebeu nenhum comunicado dostécnicos afirmando que a plataforma teria que ser desativada para reparos.Zylbersztajn afirmou ainda que o resultado dasinvestigações do acidente com a P-36 vai ajudar no aprimoramento da fiscalização de unidades de exploração de petróleo, tantono mar quanto em terra.Ele comparou o caso ao de um acidente de aviação, em que o resultado das investigações determina aadoção de recomendações para que não se repitam os problemas.

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